sexta-feira, 3 de abril de 2026

O eleitor maranhense precisa de juízo

 

O eleitor maranhense precisa fazer o dever de casa: não eleger nem reeleger aqueles que transformam a política em cabide de emprego ou meio para tirar proveito da coisa pública. O Maranhão continua sendo o retrato negativo do subdesenvolvimento por insistir em políticos federais, estaduais e municipais incompetentes, mais interessados em tirar proveito dos cargos que exercem do que em servir à coletividade. 
Trocar de partido com a mesma facilidade que macacos saltam de galho em galho revela a ausência de identidade ideológica político-partidária e a busca apenas pelo holofote do poder. No caso da senadora, que migrou do PSD para o PT, fica evidente que a política não é missão cívica, mas negócio pessoal. Afinal, se não fosse com o mandato de senadora, onde Eliziane Gama conseguiria salário equivalente ao que recebe na vida pública? 
Não há registros de grandes obras ou investimentos diretos no Maranhão atribuídos à sua atuação como senadora. Trata-se apenas de mais uma política inexpressiva que compõe o inchado cenário político nacional. 
A política deveria ser exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno à profissão de origem oxigenaria a vida pública. Em vez disso, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses privados. A busca incessante pela reeleição mostra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um grande negócio. 
Convém lembrar aos que se julgam insubstituíveis que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país. Assim, o eleitor maranhense precisa de juízo: não reeleger ninguém. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário