quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Inteligência de toupeira cega
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
O caso Master e a crise de confiança do STF
O Brasil: da dinastia política ao cabide de emprego nas eleições
Segundo levantamento do Congresso em Foco, cerca de 17,5% dos parlamentares brasileiros — o equivalente a 104 deputados e senadores — terão familiares disputando as eleições de 2026. Isso significa que, em média, um em cada seis congressistas está diretamente ligado a uma candidatura de parente próximo.
Com o voto obrigatório, o país se torna um terreno fértil para que famílias políticas se perpetuem no poder, transformando o setor público em espaço de favorecimento pessoal, em vez de servir ao interesse coletivo.
Movidos mais por vantagens privadas do que pelo genuíno propósito de representar a sociedade, muitos candidatos convertem a política em palco de interesses particulares. Essa inversão de valores corrói a credibilidade das instituições e afasta o exercício parlamentar de sua verdadeira missão: trabalhar pelo bem comum.
Grande parte dessas candidaturas não se apoia em trajetórias sólidas na iniciativa privada. Se as tivessem, dificilmente abandonariam carreiras estáveis para ocupar funções públicas. Muitos se apresentam apenas como reflexo da imagem de familiares, tornando-se “candidatos-espelho” em busca de salários e privilégios.
É plausível supor que, se o exercício parlamentar não fosse tão bem remunerado, boa parte desses nomes não se aventuraria na política. Se o mandato fosse tratado como serviço cívico temporário, com apenas uma ajuda de custo, restariam apenas pessoas dispostas a servir sem esperar recompensas financeiras. Nesse cenário, a política seria exercida com seriedade, e as falcatruas e corrupções seriam minimizadas.
Moral da história: muitos ingressam na vida pública movidos por conveniências e privilégios, não pelo compromisso com o bem comum. O político brasileiro tornou-se símbolo de descrédito nacional. Votar, nesse contexto, significa dar emprego e prestígio a quem deveria servir, enquanto o eleitor permanece desempregado, esquecido e sem perspectivas.
domingo, 20 de setembro de 2026
A banalização da política brasileira
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
A revoada eleitoral de candidatos ao cabide de emprego político
Em época de eleição, pelo país afora, o cenário lembra uma revoada de pássaros ao entardecer, em busca de abrigo para a noite. Assim também, em todas as cidades, candidatos — novatos e veteranos — procuram nos eleitores um refúgio para garantir um cabide de emprego político bem remunerado. Afinal, até mesmo um simples vereador, em municípios pobres, costuma receber mais que um professor.
Se aqueles que ingressam na política o fizessem com o propósito genuíno de prestar um serviço à nação, tudo estaria bem. Mas, na prática, os interesses são escusos: ou buscam usufruir das benesses públicas, ou defendem grupos que financiam suas campanhas. A política no Brasil é tão cobiçada que o jornal espanhol El País já afirmou: “ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as grandes vantagens auferidas.”
O cargo político é de tal maneira atraente que muitos não querem largar a vida pública: professores, profissionais liberais e, sobretudo, oportunistas em geral. Quando observo campanhas que incentivam a participação feminina na política, pergunto a mim mesmo: será que o interesse é realmente servir à nação ou apenas ocupar o cabide de emprego e desfrutar das luzes do poder? Nesse movimento, surgem candidaturas da esposa de um ex-presidente e de outros políticos.
Se o exercício político não fosse tão bem remunerado, esse interesse se manteria? Se fosse apenas uma ajuda de custo para um mandato transitório, como prestação cívica de serviço ao país, certamente o número de interessados seria bem menor. Restariam apenas pessoas dignas, dispostas a servir sem esperar recompensas financeiras. Nesse cenário, a política seria exercida com seriedade, e as falcatruas e a corrupção seriam minimizadas.
Não deveria existir reeleição, pois o Parlamento precisa de oxigenação constante. Política não pode ser confundida com profissão. Aos que se consideram indispensáveis, lembro que nos cemitérios repousam inúmeros ex-políticos, já esquecidos, cujas ausências não foram sentidas pela sociedade.
Outro ponto crucial: o voto deveria ser facultativo. O voto voluntário representa qualidade, manifestação consciente do cidadão. Já o voto obrigatório, típico de regimes pouco democráticos, tem sido responsável pela eleição e reeleição de quadros políticos sofríveis, incompetentes e corruptos. O eleitor, obrigado a votar, acaba escolhendo qualquer candidato medíocre — e exemplos não faltam, como o caso de Tiririca.
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Brasil refém de políticos incompetentes e imorais
O jurista Marcelo Uchoa cobrou responsabilidade moral de Flávio Bolsonaro após a investigação sobre o filme Dark Horse. Nesta sexta-feira (11), afirmou que as suspeitas apuradas pela Polícia Federal envolvendo o senador devem ser consideradas pelo eleitorado na avaliação de sua candidatura.
Moral, porém, é justamente o que falta a Flávio Bolsonaro. Sua trajetória política é marcada por contradições e pela incapacidade de assumir responsabilidades. Envolvido em práticas questionáveis, ainda tem a ousadia de se apresentar como aspirante à Presidência da República.
O Brasil sofre com a baixa qualidade de seus representantes. Muitos não ingressam na vida pública para servir ao país, mas para se beneficiar do cargo — seja transformando-o em cabide de empregos, seja para atender interesses pessoais e familiares. Nesse contexto, destaca-se a família Bolsonaro, que há anos usufrui das benesses do poder.
É constrangedor, por exemplo, ver figuras como Renan Bolsonaro, vereador em Balneário Camboriú, politicamente e culturalmente despreparado, agora candidato a deputado federal por Santa Catarina. Soma-se a isso a candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal e de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina, reforçando a lógica de poder como herança familiar.
O país precisa discutir seriamente a implantação do voto facultativo. O voto obrigatório tem contribuído para a perpetuação de um quadro político sofrível, em que candidatos sem preparo ou compromisso com a sociedade encontram espaço para se eleger. Experiências internacionais mostram que o voto facultativo pode estimular maior consciência política, ao permitir que apenas os cidadãos realmente interessados participem do processo eleitoral.
Não tenho lado partidário. Defendo apenas um Brasil decente, com instituições sólidas e sem a corrosiva polarização que ultimamente tem marcado nossa vida pública. O futuro do país depende de uma cidadania ativa e de representantes comprometidos com o bem comum, não com projetos pessoais ou familiares.
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
A LIBERDADE DE ESCOLHA É LIVRE, MAS O BRASIL PRECISA ELEGER ALGUÉM SEM VÍCIOS, SEM PASSADO MACULADO
A liberdade de manifestação é plena em um Estado Democrático: você pode declarar apoio até a um poste, ao Macaco Tião, a um rinoceronte ou a um Tiririca. Contudo, apenas os ignóbeis se prestam a votar em um elemento sem propostas, fanfarrão, que surfa no mome do pai, atualmente preso, enredado com Vorcaro. Se não gosta de Lula ou de Bolsonaro, anule seu voto. Mas, se deseja dar uma verdadeira chance ao Brasil, escolha alguém sem vícios, sem passado maculado: Augusto Cury.