Pode-se não gostar de Lula, mas sua reeleição representa uma vitória da democracia e uma derrota para o candidato de viés imperialista americano.
segunda-feira, 26 de outubro de 2026
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Congresso Nacional desacreditado
terça-feira, 20 de outubro de 2026
Flávio Bolsonaro vai amarelar ou provar que é honesto?
sábado, 17 de outubro de 2026
A política não pode ser transformada em molecagem
Parabéns ao senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) por sua determinação ao ser o único senador a votar contra o fim da escala 6x1.
Já o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, que se posicionava contra a medida, acabou votando a favor na última hora, com objetivo eleitoreiro. A pressão popular faz parte do Estado Democrático de Direito, mas cabe aos políticos interpretá-la à luz da Constituição e do interesse nacional.
Ao mudar de posição, Flávio Bolsonaro demonstra falta de firmeza para quem pretende governar o país. Sua atitude reforça dúvidas sobre outras promessas de campanha, como a de não disputar a reeleição, compromisso semelhante ao assumido anteriormente por seu pai e não cumprido.
Nelson Rodrigues escreveu: "Eu me nego a acreditar que um político, mesmo o mais doce político, tenha senso moral." A observação continua provocativa e atual quando se analisa a realidade do Congresso Nacional.
Não tenho nada a reclamar dos governos militares. Foi um período de paz para quem não se envolvia com política. Ainda assim, jamais imaginei que o Brasil seria presidido por um ex-capitão desequilibrado, praticamente expulso do Exército, que, após quase 30 anos de vida parlamentar, não conseguiu aprovar nenhum projeto de grande relevância nacional.
A trajetória de Flávio Bolsonaro também é marcada por controvérsias. Conhecido pelo caso das "rachadinhas", seu nome foi associado ao longo dos anos a investigações, personagens controversos e frequentes questionamentos públicos. Veja o seu envolvimento com Daniel Vorcaro.
Também não se pode esquecer a condução da pandemia pelo governo Jair Bolsonaro. Em um dos momentos mais dramáticos da história recente do país, em meio a centenas de milhares de mortes, ele minimizou a gravidade da Covid-19, promoveu tratamentos sem eficácia comprovada e ironizava que não era coveiro. A família Bolsonaro transformou a política em um projeto familiar de poder. Há anos ocupa cargos eletivos e amplia sua influência dentro do Estado brasileiro.
A verdade é que Flávio Bolsonaro, porta-voz político do pai e que tem como missão principal, se for eleito, tirar Bolsonaro da prisão, carece da autonomia e da preparação necessárias para assumir a Presidência da República.
Não vejo diferença substancial em trocar seis por meia dúzia. Lula, com todos os seus problemas, limitações e contradições, sempre me pareceu menos prejudicial ao Brasil do que a família Bolsonaro, que, em minha avaliação, encara o poder menos como instrumento de serviço público e mais como meio de preservar interesses próprios.
Fato intrigante. No debate da Band (18/10), Lula foi incisivo: lançou um desafio direto a Flávio Bolsonaro. Propôs a quebra dos sigilos bancário e telefônico de ambos, estendendo a medida também às respectivas famílias. Se Flávio está tão convencido da própria lisura quanto costuma afirmar em público, por que rejeitou a proposta? Se não há nada a esconder, não deveria resistir à transparência.
Flávio Bolsonaro transformou o debate em um espetáculo de deboche. Em vez de responder às perguntas, limitou-se a risadinhas e provocações. Além disso, deixou sem explicação o paradeiro dos R$ 134 milhões recebidos de Vorcaro, valor que não foi destinado à produção de filme.
domingo, 11 de outubro de 2026
Flávio Bolsonaro, o blefador, o camelô que vende mentiras de renovação
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
FLÁVIO BOLSONARO NÃO É RENOVAÇÃO, É A REPETIÇÃO SOFISTICADA DA VELHA POLÍTICA
Flávio Bolsonaro não representa renovação, mas a repetição sofisticada da velha política. Sua trajetória, marcada por rachadinhas, relações com milicianos e o ex-banqueiro Daniel Vorcro, levanta sérias dúvidas. Somado ao alinhamento com agendas externas, o risco para o Brasil seria ainda maior. Precisamos refletir: queremos aprofundar dependências e escândalos ou buscar caminhos mais responsáveis? Não há mudança real em trocar seis por meia dúzia.
O envolvimento com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, não é um caso isolado, mas parte de um padrão que reforça indícios de práticas questionáveis. Além disso, seu relacionamento com o presidente dos Estados Unidos já produziu prejuízos ao país e, em eventual governo, poderia aprofundar a dependência brasileira em detrimento dos interesses nacionais.
Flávio integra um projeto familiar de poder que há anos parasita o Estado brasileiro. Nessas eleições, desembarcam no Congresso Nacional Michelle Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e o irmão de Jair Bolsonaro, consolidando uma verdadeira dinastia política sustentada pelo Estado e voltada para a perpetuação do poder familiar.
Flávio Bolsonaro é um blefador, um camelô que vende mentiras de renovação. Envolvido no caso Master, Flávio tenta vender no segundo turno a imagem de novidade, quando ele e seu pai já militam na política há muito tempo sem apresentar propostas factíveis ao Brasil. Em busca de votos no Rio Grande do Sul, afirmou que quer mudar a Constituição e declarou que o Brasil não vive uma democracia plena — uma afirmação perigosa, vinda de um aspirante ao Planalto cujo pai foi condenado por tentativa de golpe.
Flávio carece de legitimidade e da preparação necessária para assumir a Presidência da República. Se o Brasil já enfrentou enormes desafios sob a liderança de Lula, com o comando de Flávio Bolsonaro os riscos seriam ainda mais profundos, agravados com seus vínculos de escândalos e práticas questionáveis.
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Flávio Bolsonaro e o projeto familiar de poder
Não se trata de inveja, mas de realidade. Quem possui valor intelectual e profissional não precisa da política como cabide de emprego para sobreviver. Flávio Bolsonaro nunca exerceu atividade com carteira assinada. Desde os 21 anos, sua vida financeira depende principalmente de cargos eletivos e do dinheiro público. Sua trajetória não é fruto de mérito individual, mas parte de um projeto familiar de poder que há décadas parasita o Estado brasileiro.
A família Bolsonaro construiu patrimônio quase inteiramente a partir da política, sem oferecer ao país serviços de qualidade que justifiquem tal acúmulo. Ao contrário, multiplicaram bens e influência explorando a máquina pública. O caso das rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro é emblemático: conforme noticiários, Flávio apropriava-se de parte dos salários de seus funcionários e lavava os recursos ilícitos por meio de uma loja de chocolates. As investigações apontam ainda relações com milicianos e recebimento de dinheiro suspeito para financiar projetos pessoais e familiares (filme Dark Horse), incluindo custeio da vida de seu irmão nos Estados Unidos.
Esse projeto familiar de poder não se limita a Flávio. Desembarca agora no Congresso Nacional a esposa de Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, além dos filhos Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro — este último vereador acidentalmente eleito em Balneário Camboriú, de desempenho apagado, como o pai. O deputado federal do PL de Minas Gerais, Nikolas Ferreira, chegou a classificá-lo como uma “toupeira cega”, em referência à sua baixa cognição intelectual. Soma-se ainda o irmão de Jair Bolsonaro, também eleito para a Câmara Federal. Trata-se, portanto, de uma verdadeira dinastia política, sustentada pelo Estado e voltada para a perpetuação do poder familiar.
O episódio envolvendo Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, não é um caso isolado, mas parte de um padrão que reforça os indícios de uma trajetória política permeada por práticas questionáveis. Some-se a isso o perigo que Flávio Bolsonaro representa com o seu relacionamento com o presidente dos Estados Unidos, vínculo que já produziu prejuízos ao país e que, em um eventual governo, poderia aprofundar a dependência brasileira de agendas externas em detrimento dos interesses nacionais.
À luz desse histórico, torna-se evidente que Flávio Bolsonaro carece da legitimidade e da preparação necessárias para assumir a Presidência da República. Se o Brasil já enfrentou enormes desafios sob a liderança de Lula, sob o comando de Flávio Bolsonaro os riscos seriam ainda mais profundos, agravados por sua associação a escândalos que minam a confiança pública.