sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Brasil refém de políticos incompetentes e imorais

 

O jurista Marcelo Uchoa cobrou responsabilidade moral de Flávio Bolsonaro após a investigação sobre o filme Dark Horse. Nesta sexta-feira (11), afirmou que as suspeitas apuradas pela Polícia Federal envolvendo o senador devem ser consideradas pelo eleitorado na avaliação de sua candidatura.

Moral, porém, é justamente o que falta a Flávio Bolsonaro. Sua trajetória política é marcada por contradições e pela incapacidade de assumir responsabilidades. Envolvido em práticas questionáveis, ainda tem a ousadia de se apresentar como aspirante à Presidência da República.

O Brasil sofre com a baixa qualidade de seus representantes. Muitos não ingressam na vida pública para servir ao país, mas para se beneficiar do cargo — seja transformando-o em cabide de empregos, seja para atender interesses pessoais e familiares. Nesse contexto, destaca-se a família Bolsonaro, que há anos usufrui das benesses do poder.

É constrangedor, por exemplo, ver figuras como Renan Bolsonaro, vereador em Balneário Camboriú, politicamente e culturalmente despreparado, agora candidato a deputado federal por Santa Catarina. Soma-se a isso a candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal e de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina, reforçando a lógica de poder como herança familiar.

O país precisa discutir seriamente a implantação do voto facultativo. O voto obrigatório tem contribuído para a perpetuação de um quadro político sofrível, em que candidatos sem preparo ou compromisso com a sociedade encontram espaço para se eleger. Experiências internacionais mostram que o voto facultativo pode estimular maior consciência política, ao permitir que apenas os cidadãos realmente interessados participem do processo eleitoral.

Não tenho lado partidário. Defendo apenas um Brasil decente, com instituições sólidas e sem a corrosiva polarização que ultimamente tem marcado nossa vida pública. O futuro do país depende de uma cidadania ativa e de representantes comprometidos com o bem comum, não com projetos pessoais ou familiares.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

A LIBERDADE DE ESCOLHA É LIVRE, MAS O BRASIL PRECISA ELEGER ALGUÉM SEM VÍCIOS, SEM PASSADO MACULADO

A liberdade de manifestação é plena em um Estado Democrático: você pode declarar apoio até a um poste, ao Macaco Tião, a um rinoceronte ou a um Tiririca. Contudo, apenas os ignóbeis se prestam a votar em um elemento sem propostas, fanfarrão, que surfa no mome do pai, atualmente preso, enredado com Vorcaro. Se não gosta de Lula ou de Bolsonaro, anule seu voto. Mas, se deseja dar uma verdadeira chance ao Brasil, escolha alguém sem vícios, sem passado maculado: Augusto Cury.

domingo, 6 de setembro de 2026

Oportunismo político nos tribunais de contas - TCU


O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) foi aprovado pelo Congresso Nacional, em setembro de 2026, para assumir o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), após a renúncia do ministro Bruno Dantas. Mais uma vez, a imoralidade prevalece: sem concurso público, um político recebe como prêmio um emprego vitalício e bem remunerado.


A falta de escrúpulo no meio político é uma realidade absurda, que envergonha a nação. Trata-se de um senador que aparenta seriedade com os valores da Repúbica, mas revela postura questionável ao usar  a polítiica como meio para obter um cabide de emprego vitalício sem concurso no TCU.


É lamentável que o TCU continue funcionando como refúgio para políticos, em vez de ser ocupado apenas por especialistas concursados em análise de contas públicas, como ocorre no Banco Central e na Receita Federal.


Por que a PEC 50/2024, do senador Cleitinho (Republicanos-MG) e outros, que moraliza a escolha dos membros do TCU, permanenece parada na CCJ do Senado desde dezembro de 2024? 


Respeitadas as raras exceções, o Congresso está longe de representar os anseios sociais de ver o país moralizado e a Constituição corrigida em suas incoerências. Votar em políticos, nesse contexto, parece perda de tempo: só serve para garantir empregos para eles. 


A aceitação de cargos vitalícios nos tribunais de contas evidencia a falta de compromisso ético de muitos políticos brasileiros, num país onde se elege para tirar proveito da coisa pública.


Essa pouca-vergonha persiste por culpa da maioria da população, que se mostra omissa e desinteressada em conhecer o mau comportamento de seus representantes no Legislativo, os quais não primam pela moralidade das instituições púbicas nacionais.

 

sábado, 5 de setembro de 2026

Caso Master: Daniel Vorcaro abalou os alicerces da República


Fachin promete vigor e age para esfriar a crise no Supremo. A que ponto chegou a falta de credibilidade do STF, em que ministros como Alexandre de Moraes e André Mendonça protagonizam acusações recíprocas. A crise do Supremo é reflexo da desfunção de seus objetivos. Criado para ser a última trincheira da democracia, sua ingerência política fragiliza o órgão. Não é por acaso que lá atuam — ou atuaram — ex-políticos, como os ministros Flávio Dino e Nelson Jobim.
Uma instituição composta por onze ministros opera, absurdamente, em turmas de apenas cinco, quando todos deveriam participar das decisões. É o típico “jeitinho brasileiro” de criar soluções mirabolantes para contornar a norma. Nada justifica o critério inconstitucional das turmas do STF. Trata-se do próprio Judiciário agindo à margem da lei maior. Qualquer cidadão com senso crítico e moral reprova a existência dessas turmas.
Por outro lado, os congressistas também são responsáveis pela situação que se abate sobre a Suprema Corte, onde credibilidade e imparcialidade dos ministros estão em xeque. Se os parlamentares, em vez de se engajarem em picuinhas políticas, fisiologismo do “toma lá, dá cá” e interesses espúrios, buscassem corrigir os equívocos constitucionais e enfrentar os graves problemas sociais, o clima político brasileiro e o ambiente do STF não estariam contaminados.
Essa situação vergonhosa não existiria se os cargos de ministros do STF não fossem fruto de indicação política do Presidente da República. É um processo que compromete de forma evidente a credibilidade e a imparcialidade dos ministros. A verdadeira solução exige coragem para alterar a Constituição, estabelecendo que esses cargos sejam ocupados exclusivamente por magistrados de carreira, selecionados com base em mérito comprovado, sem qualquer influência política.
Além disso, o mandato deveria ser fixo, com duração de 10 ou 15 anos, sem possibilidade de recondução. Isso garantiria independência, renovação periódica, maior confiança nas decisões da Corte e eliminaria o espaço para barganhas políticas.
Reitero: a crise do Supremo só existe porque o órgão é preenchido por indicação do Presidente da República. Que credencial tem um Tribunal Superior, por exemplo, quando a maioria de seus ministros é indicada por um único presidente?

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Advogado e o Dinheiro do Crime: Um Debate Necessário


O combate às organizações criminosas exige mais do que operações policiais e endurecimento penal. É preciso atingir o coração financeiro dessas estruturas, desarticulando os fluxos de dinheiro que sustentam suas atividades — inclusive os que bancam defesas jurídicas sofisticadas. 
É comum que líderes de facções criminosas, mesmo presos e sem atividade laboral formal, contem com advogados renomados e bem remunerados. A pergunta que não quer calar: de onde vem o dinheiro para pagar esses honorários? Se os recursos são de origem ilícita, o Estado tem o dever de intervir. 
Defender o direito à ampla defesa é essencial. Mas permitir que advogados sejam pagos com dinheiro do tráfico, da extorsão ou do roubo é fechar os olhos para um elo que fortalece o crime organizado. O advogado não pode ser cúmplice — ainda que involuntário — de uma engrenagem criminosa. 
É urgente que se crie legislação que proíba expressamente o pagamento de honorários advocatícios com recursos de origem ilícita. Mais ainda: que se exija dos profissionais da advocacia a comprovação da origem lícita dos valores recebidos quando atuarem na defesa de integrantes de organizações criminosas. 
A proposta não visa cercear direitos, mas proteger o sistema de justiça. Quando não há comprovação de renda legal, o defensor público deve ser o responsável pela defesa. Isso garante o direito constitucional sem permitir que o poder econômico do crime continue a influenciar os tribunais. 
O Brasil precisa enfrentar esse debate com coragem. O dinheiro sujo não pode continuar comprando proteção jurídica. É hora de fechar essa brecha e fortalecer o combate ao crime com inteligência, responsabilidade e respeito à legalidade. 

domingo, 30 de agosto de 2026

Congresso entre barganhas e escândalos


A terra de Cabral continua marcada pela mesma indecência política. O Brasil vive entre altos e baixos, refém da qualidade deplorável de seus representantes, eleitos e reeleitos por um sistema antidemocrático de voto obrigatório. Esse mecanismo perpetua no Parlamento indivíduos desqualificados, imorais, incompetentes e corruptos, que legislam em benefício próprio e não da coletividade.  
A política nacional tornou-se caso de polícia, tamanha a ligação direta e indireta de parlamentares com negócios escusos — exemplos não faltam, como o caso Master e o INSS. O tempo já demonstrou que votar em políticos é, muitas vezes, perda de tempo: dá-se emprego e prestígio a quem não merece, enquanto o povo permanece desempregado e esquecido.  
O Congresso, em vez de enfrentar os problemas sociais, dedica-se a agradar interesses políticos, sobretudo em períodos eleitorais. Veja-se a proposta do fim da escala 6x1, respaldada pelo próprio presidente Lula na Constituinte de 1988. Em um país assolado pelo desemprego, a sociedade clama por mais oportunidades, mas o governo e seus aliados trabalham para sufocar pequenos e médios empresários — justamente aqueles que sustentam o emprego no Brasil. Diferente das empresas públicas, onde o dinheiro escorre sem controle, esses empreendedores suam a camisa para manter negócios vivos e gerar renda.  
O paradoxo é evidente: na China, o trabalhador busca emprego; no Brasil, o governo desemprega o trabalhador ao pretender extinguir a escala 6x1. Mais grave ainda é ver o presidente da República vincular-se a ao presidente do Senado para barganhar aprovação de projetos. Propostas de interesse nacional não deveriam depender de manobras ou interferências, mas ser pautadas e analisadas com responsabilidade. Se houvesse políticos isentos e comprometidos com causas nobres, projetos não ficariam engavetados como moeda de troca nas mãos dos presidentes da Câmara e do Senado.  
É vergonhoso que, em vésperas de eleições, o presidente da República recorra a barganhas com Davi Alcolumbre para aprovar projetos de questionável interesse público. O Brasil merece mais seriedade e menos oportunismo. 

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Política no Brasil: o grande negócio sem concurso e habilitação


No Brasil, virar político é quase tão fácil quanto virar coach. Não exige diploma, experiência ou preparo - só cara de pau. Basta acordar e pensar: “Que tal ser vereador? Ou melhor, presidente? Parece divertido, o salário é bom, o título é pomposo e ainda chamam de excelência.” É a profissão dos que não passaram em concurso, não tiveram coragem de abrir um negócio ou simplesmente cansaram de ser inúteis sem título. 

Nesse cenário, surge a família Bolsonaro, especialista em usufruir das benesses públicas e lutar com unhas e dentes para se manter no poder, sem apresentar propostas relevantes à nação. O chefe do clã, Jair Bolsonaro, condenado e impedido de concorrer; Flávio Bolsonaro, enroscado com Daniel Vorcaro e sonhando com a presidência; Carlos Bolsonaro, que abandonou o mandato de vereador no Rio para tentar o Senado em Santa Catarina; Renan Bolsonaro, uma coisa eleita vereador em Balneário Camboriú e já candidato para deputado federal; e Michelle Bolsonaro, sem preparo algum, candidata ao Senado por Brasília. O espetáculo político brasileiro se transforma em um verdadeiro circo mambembe, iluminado por mediocridades. 

Grande parte dos políticos não está na vida pública por idealismo, mas por conveniências. Há empresários que buscam resolver problemas particulares, aposentados e profissionais de diversas áreas que veem na política um bom cabide de emprego e a oportunidade de viver das benesses públicas. E há também os que não largam o osso por acreditarem ser indispensáveis. Esquecem que o cemitério está cheio de ex-políticos cuja ausência jamais foi sentida. 

Se fosse possível, substituiríamos todos por inteligência artificial e sobraria muito dinheiro para investimentos sociais. Ao menos, a IA não pediria reembolso de gasolina, não faria rachadinha, não pediria verba a banco para financiar filmes de familiares, nem confundiria a Constituição com receita de pão de queijo. 

Enquanto isso, a solução mais plausível seria criar um curso obrigatório de um ano para políticos: economia, ética (a disciplina mais difícil) e Constituição. E para presidenciáveis, inglês básico (sem direito a popcorn), boas maneiras e diplomacia. Porque política não é fantasia de escola de samba.