domingo, 11 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro, o blefador, o camelô que vende mentiras de renovação

Atolado no caso Master, filho de presidiário tenta vender imagem de renovação no 2º turno 
Fonte: MS Notícias
Por REDAÇÃO04/10/26 às 20H57 atualizado em 04/10/26 às 21H12 
Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 tentando apresentar ao eleitor uma velha carreira política com uma nova embalagem. Em seu primeiro discurso após o resultado deste domingo (4.out.26), o senador pediu um “voto de confiança” e buscou se colocar como uma alternativa de renovação para o país. 
O problema é que o candidato que agora pede para ser visto como “o novo” está na política eleitoral há mais de duas décadas. Há 23 anos na política, Flávio Bolsonaro diz ser a "novidade" ao segundo turno apenas carregando o sobrenome Bolsonaro. Flávio também chega sob investigação da Polícia Federal relacionada ao caso Banco Master e ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre a trajetória de seu pai, Jair Bolsonaro. A apuração autorizada pelo Supremo Tribunal Federal envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos. 
NA POLÍTICA DESDE 2002 Flávio Bolsonaro foi eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro em 2002 e assumiu o primeiro mandato em 2003. Permaneceu na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro durante quatro mandatos consecutivos. Em 2018, deixou a política estadual para disputar o Senado.onde foi eleito e permanece desde 2019. Também tentou chegar à Prefeitura do Rio de Janeiro em 2016. Em outras palavras, a candidatura presidencial de 2026 não marca sua entrada na política. Marca sua tentativa de chegar ao cargo mais alto da República. 
São mais de 20 anos entre eleições, mandatos, articulações partidárias e exposição pública. O discurso de renovação, portanto, precisa conviver com um currículo que está longe de ser estreante. Flávio não é outsider. Não é um empresário que decidiu abandonar os negócios para entrar na vida pública. Não é um desconhecido que apareceu agora nas urnas. É um político profissional que passou boa parte da vida adulta ocupando cargos eletivos e tem relações finas com figuras da milícia como Adriano da Nóbrega, e ligação direta com Daniel Vorcaro, que roubou os aposentados no caso Master. 
PESO DO CASO MASTER . É nesse cenário que entra o Banco Master. Flávio tornou-se formalmente investigado, desde julho, no inquérito que apura o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. 
Segundo documentos tornados públicos pelo STF, a Polícia Federal apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados. A investigação envolve recursos associados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A PF também encontrou mensagens nas quais Flávio aparece cobrando recursos de Vorcaro para a produção do filme. Flávio nega ter cometido irregularidades. A existência da investigação, entretanto, é um fato público e passou a integrar o cenário eleitoral do segundo turno. 
É justamente por isso que o discurso de renovação ganha outra camada. O candidato que pede confiança chega à fase final da eleição carregando não apenas duas décadas de carreira política, mas também uma investigação que alcança relações financeiras ligadas à produção de uma obra sobre seu próprio pai. 
O BANQUEIRO QUE FLÁVIO CHAMOU DE ESCÂNDALO.  A situação ganhou contornos ainda mais curiosos ao longo da campanha. Em julho, Flávio escreveu ao governo dos Estados Unidos sobre o Banco Master e classificou o episódio como um dos maiores escândalos bancários da história. Na manifestação, criticou relações políticas envolvendo o banco, mas não mencionou sua própria relação com Daniel Vorcaro, incluindo conversas nas quais teria pedido recursos para financiar Dark Horse.
Posteriormente, documentos do caso tornaram pública a investigação envolvendo o senador. O episódio colocou Flávio em uma posição politicamente desconfortável: denunciar o escândalo do Master enquanto seu próprio nome aparece dentro de uma investigação relacionada ao empresário que comandava o banco. 
Não se trata de condenação. A investigação ainda precisa produzir suas conclusões e Flávio nega qualquer irregularidade. Mas também não se trata de algo que possa simplesmente desaparecer do currículo eleitoral do candidato. 
FILHO DE JAIR BOLSONARO. A tentativa de vender renovação também esbarra em outro detalhe pouco discreto: Flávio é filho de Jair Bolsonaro. Seu ingresso na política ocorreu dentro da família que se transformaria em uma das principais forças da direita brasileira. Durante anos, Flávio ocupou mandato parlamentar enquanto o pai consolidava sua carreira nacional. 
Agora, depois de Jair Bolsonaro ter sido preso em decorrência da condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado, Flávio foi escolhido para representar eleitoralmente o grupo político do pai na corrida presidencial. Ou seja: a candidatura que pede renovação nasce justamente como continuidade de um projeto político familiar. 
O candidato não rompeu com o sobrenome. Não abandonou o grupo. Não construiu sua candidatura contra o bolsonarismo. Ele é o candidato que o bolsonarismo encontrou para ocupar o espaço deixado pelo pai. 
O HERDEIRO QUE QUER PARECER ESTREANTE. Há uma ironia política evidente na construção eleitoral. Flávio tenta se apresentar como alternativa para o futuro enquanto carrega um passado político que começou ainda no início dos anos 2000. 
É filho de um ex-presidente que se tornou inelegível e posteriormente foi preso. É senador da República. Foi deputado estadual durante quatro mandatos. Já disputou eleição majoritária.  E agora chega ao segundo turno da eleição presidencial. A novidade está na cadeira que pretende ocupar.  O caminho percorrido até ela, definitivamente, não é novo. 
“VOTO DE CONFIANÇA” DEPOIS DE 23 ANOS. O pedido de confiança feito neste domingo poderia ser comum em qualquer campanha. Mas o currículo do candidato muda o peso da frase. Flávio não pede ao eleitor confiança depois de uma vida fora da política. Pede depois de mais de 20 anos dentro dela. Não chega ao segundo turno para experimentar a vida pública. 
Chega depois de passar por dois níveis do Legislativo.  Não apresenta um sobrenome desconhecido.  Carrega um dos sobrenomes mais conhecidos da política brasileira. E não chega livre de questionamentos.  Chega enquanto é investigado no caso Master. A campanha pode chamar isso de experiência, continuidade ou preparação.  Pode também apresentar a candidatura como uma mudança de governo.  O que os fatos não permitem é transformar a trajetória política de Flávio Bolsonaro em uma estreia. 
DA  ASSEMBLEIA AO PALÁCIO DO PLANALTO
Em 2002, Flávio disputava uma vaga de deputado estadual.  Em 2003, começava seu primeiro mandato. Em 2018, chegava ao Senado. Em 2026, chega ao segundo turno da eleição presidencial.  O salto é grande. A trajetória, porém, é contínua.  Não houve um intervalo entre a vida política e a candidatura presidencial. Houve uma longa sequência de mandatos que desembocou na disputa pelo Planalto. 
Por isso, a pergunta que fica para o segundo turno não é exatamente quem é o “novo” Flávio Bolsonaro. É outra: o que, concretamente, mudaria caso um político que está há mais de duas décadas no poder passe a ocupar o principal cargo do país?
- Essa é uma questão que o discurso eleitoral pode tentar responder.  O currículo, por sua vez, já está escrito.  E ele começa muito antes de 2026.


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

FLÁVIO NÃO É RENOVAÇÃO, É A REPETIÇÃO SOFISTICADA DA VELHA POLÍTICA


Flávio Bolsonaro não representa renovação, mas a repetição de práticas que já minaram a confiança pública. De rachadinhas a relalações com milicianos e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, sua trajetoria política levanta sérias dúvidas. Somado ao alinhamento com agendas externas, o risco para o Brasil seria ainda maior. Precisamos refletir:  queremos aprofundar dependências e escândalos ou buscar caminhos mais responsáveis? Não adianta trocar seis por meia dúzia. Se o país já enfrentou enormes desafios sob a liderança de Lula, pior será  sob o comando de Flávio Bolsonaro, que veste as cores americanas.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro e o projeto familiar de poder


Não se trata de inveja, mas de realidade. Quem possui valor intelectual e profissional não precisa da política como cabide de emprego para sobreviver. Flávio Bolsonaro nunca exerceu atividade com carteira assinada. Desde os 21 anos, sua vida financeira depende principalmente de cargos eletivos e do dinheiro público. Sua trajetória não é fruto de mérito individual, mas parte de um projeto familiar de poder que há décadas parasita o Estado brasileiro.

A família Bolsonaro construiu patrimônio quase inteiramente a partir da política, sem oferecer ao país serviços de qualidade que justifiquem tal acúmulo. Ao contrário, multiplicaram bens e influência explorando a máquina pública. O caso das rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro é emblemático: conforme noticiários, Flávio apropriava-se de parte dos salários de seus funcionários e lavava os recursos ilícitos por meio de uma loja de chocolates. As investigações apontam ainda relações com milicianos e recebimento de dinheiro suspeito para financiar projetos pessoais e familiares (filme Dark Horse), incluindo custeio da vida de seu irmão nos Estados Unidos.

Esse projeto familiar de poder não se limita a Flávio. Desembarca agora no Congresso Nacional a esposa de Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, além dos filhos Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro — este último vereador acidentalmente eleito em Balneário Camboriú, de desempenho apagado, como o pai. O deputado federal do PL de Minas Gerais, Nikolas Ferreira, chegou a classificá-lo como uma “toupeira cega”, em referência à sua baixa cognição intelectual. Soma-se ainda o irmão de Jair Bolsonaro, também eleito para a Câmara Federal. Trata-se, portanto, de uma verdadeira dinastia política, sustentada pelo Estado e voltada para a perpetuação do poder familiar.

O episódio envolvendo Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, não é um caso isolado, mas parte de um padrão que reforça os indícios de uma trajetória política permeada por práticas questionáveis. Some-se a isso o perigo que Flávio Bolsonaro representa com o seu relacionamento com o presidente dos Estados Unidos, vínculo que já produziu prejuízos ao país e que, em um eventual governo, poderia aprofundar a dependência brasileira de agendas externas em detrimento dos interesses nacionais.

À luz desse histórico, torna-se evidente que Flávio Bolsonaro carece da legitimidade e da preparação necessárias para assumir a Presidência da República. Se o Brasil já enfrentou enormes desafios sob a liderança de Lula, sob o comando de Flávio Bolsonaro os riscos seriam ainda mais profundos, agravados por sua associação a escândalos que minam a confiança pública.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Pior com Lula, muito pior será com o "Rachadinha" Flávio Bolsonaro

 

A derrota de Lula no primeiro turno para Flávio Bolsonaro expôs os equívocos na condução da campanha do partido. Que Lula errou ao desistir de participar do último debate político na Rede Globo é apenas um exemplo de como a estratégia não soube explorar de forma contundente temas delicados como: a postura negacionista em relação às vacinas e às mortes durante a pandemia; o envolvimento de Flávio com Vorcaro; a prisão de Bolsonaro e militares pela tentativa de golpe; e a baixa produtividade do governo Bolsonaro. Em resumo, a campanha não enfrentou com firmeza a família Bolsonaro.

Por outro lado, a derrota também escancarou erros de governo. Em plena véspera de eleição, foi apresentada a proposta de mudança da escala 6x1 — típica de pensamentos retrógrados da velha pelegada sindicalista — quando, na iniciativa privada moderna, deveriam prevalecer acordos diretos entre patrão e empregado. Soma-se a isso a atualização intempestiva e eleitoreira do Bolsa Família. Outro equívoco grave foi a atuação tímida diante da insegurança pública, hoje considerada um grande problema nacional. O avanço das facções criminosas, como o Comando Vermelho, que se espalham pelo país e se infiltram nas instituições, não foi enfrentado com a devida firmeza.

Mais grave ainda: Lula não teve coragem de realizar a reforma administrativa, essencial para cortar gastos e desperdícios na máquina pública, inchada de comissionados e mordomias. Em vez disso, aumentou tributos, penalizando quem produz e investe. Não houve proposta para reduzir o número de parlamentares nem para acabar com o empreguismo sem concurso nos gabinetes. Também faltou iniciativa para propor uma reforma constitucional que eliminasse a indicação política de ministros do STF, que deveriam vir exclusivamente da magistratura, com mandato fixo de dez ou quinze anos, sem recondução.

O discurso de que “foi o governo que mais construiu universidades e que agora pobres e negros podem ser doutores” soa insuficiente. Primeiro, quem governa - Lula e o PT - por mais de 15 anos tem obrigação de entregar resultados. Segundo, muitos desses doutores estão desempregados, quando o correto seria ter investido mais em ensino técnico profissionalizante de qualidade. Além disso, por que nunca indicou uma mulher para o STF? Em mais de 15 anos no poder, Lula também não conseguiu erradicar a miséria. Basta percorrer periferias ou o interior do Maranhão para constatar a realidade.

Moral da história: pior com Lula, muito pior será com o “Rachadinha” Flávio Bolsonaro. Lula se comportou de salto alto, acreditando ser uma unanimidade e que venceria facilmente. Esqueceu que o PL se organizou para derrotá-lo. O resultado está aí: muitos candidatos do PL eleitos e um “poste”, representante da família Bolsonaro, que o derrotou no primeiro turno, caminha, infelizmente, para governar o país.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Senado em debate: suplência familiar desafia princípio da moralidade na gestão da coisa pública

Para preservar sua influência política, alguns candidatos recorrem à prática de indicar parentes próximos como suplentes no Senado. Essa manobra traduz o ‘jeitinho brasileiro’ aplicado à política, explorando a fragilidade — ou a condescendência deliberada — do texto constitucional de 1988, que deixou de prever mecanismos eficazes para coibir tais abusos.

O debate sobre a proibição de parentes como suplentes no Senado decorre do princípio da moralidade na gestão da coisa pública, que não pode se confundir com interesses privados ou familiares; contudo, a questão não deveria se limitar apenas aos vínculos de parentesco, pois a própria figura do suplente de senador já constitui uma distorção da representação democrática, ao ocupar assento sem ter recebido votos diretos da população, razão pela qual, em caso de vacância ou ausência do titular eleito, o mais adequado seria que assumisse o candidato mais votado não eleito na eleição majoritária, como ocorre no sistema proporcional, garantindo maior respeito à vontade popular e à transparência do processo democrático. 
Diversas propostas já buscaram corrigir essa anomalia. Algumas foram arquivadas ou rejeitadas, como a PEC 145/2019, PEC 18/2015 e PEC 37/2011. O PLP 253/2020, de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES), pretende impedir a suplência de cônjuges e parentes até o terceiro grau, mas segue engavetado na Comissão de Constituição e Justiça, sem relator designado. Por que permanece parado? Será que a matéria fere interesses da maioria dos senadores? 
A suplência, em muitos casos, é comparável ao nepotismo já condenado pelo STF. Um parlamentar só é legítimo quando respaldado pelo voto popular. A Constituição de 1988, ao criar essa figura, abriu espaço para interesses escusos e oportunismos. O resultado é que o Senado abriga “paraquedistas” sem mandato, custeados pelos contribuintes. Na ausência do titular, deveria assumir o candidato mais votado, e não o suplente indicado. 
A democracia não será plena enquanto suplentes seguirem ocupando assentos sem legitimidade eleitoral. Parlamentares que registram parentes como suplentes demonstram desprezo pela ética e pela moralidade pública, e o eleitor não deveria respaldar tais candidaturas. Essas práticas evidenciam a prevalência de interesses particulares sobre o compromisso republicano. Não estão na política para servir, mas para dela tirar proveito.
A Constituição precisa ser corrigida, bem como o Tribunal Eleitoral impugnar o nepotismo de parente suplente. 


quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Inteligência de toupeira cega

 

O episódio envolvendo Jair Renan Bolsonaro, vereador e candidato a deputado federal por Santa Catarina, em que é criticado ao tentar abonar falta na Câmara de Balneário Camboriú, é mais um retrato daquilo que se tornou a chamada família metralha Bolsonaro: um clã político que se alimenta de privilégios, mas pouco ou nada devolve em termos de responsabilidade pública. Ao pedir que sua ausência em sessão fosse abonada para visitar o pai — preso por tentativa de golpe —, Jair Renan expôs não apenas sua falta de compromisso com o mandato, mas também sua incapacidade de compreender o papel que ocupa.
Enquanto qualquer trabalhador brasileiro sabe que não pode simplesmente faltar ao serviço para visitas pessoais, o vereador insiste em transformar o cargo em extensão de sua vida privada. O regimento da Câmara é claro: faltas não justificadas geram desconto no salário. Ainda assim, Renan tentou escapar da regra, como se estivesse acima dela. Recebendo R$ 18,2 mil mensais — mais do que um professor —, sua postura é um insulto à cidadania.
Não se trata de um caso isolado. Desde o início da campanha, já foram três faltas em plenário e diversas ausências em comissões permanentes. Sua atuação legislativa, segundo o Estadão, é pífia: quatro projetos aprovados em um ano e meio, nenhum implementado, e um deles plagiado da Câmara de São Paulo. A imagem que se constrói é a de um “poste” político, eleito por acaso, sem ideias próprias e sem preparo para funções básicas de responsabilidade.
Até mesmo aliados de seu campo político reconhecem sua fragilidade. O deputado Nikolas Ferreira comparou sua inteligência à de uma “toupeira cega”, metáfora cruel, mas reveladora do descrédito que Jair Renan desperta. O episódio reforça a percepção de que sua presença na política é fruto apenas do sobrenome que carrega, não de mérito ou competência.
Nesse contexto, merece destaque a postura firme do vereador Marcelo Achutti, que lembrou que candidatos sérios se licenciam para disputar eleições, em vez de pedir favores à Casa. Sua intervenção foi um ato republicano, que expôs a infantilidade e irresponsabilidade de Jair Renan.
O eleitor precisa estar atento: práticas oportunistas como essa corroem a democracia e banalizam o exercício da cidadania. É hora de dar cartão vermelho a quem confunde mandato com privilégio familiar. A política exige seriedade, não a inteligência de uma toupeira cega — sobretudo quando o clã Bolsonaro, incluindo esposa e filhos, se prepara para disputar novas benesses nas urnas em 4 de outubro próximo, numa tentativa de perpetuar o projeto familiar de poder que há anos parasita o Estado brasileiro.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

O caso Master e a crise de confiança do STF


O país assistiu estarrecido ao efeito do caso Master no Supremo Tribunal Federal, onde ministros, sob a presidência considerada pusilânime de  Edson Fachin, tiveram comportamentos incompatíveis com a dignidade esperada de nossa Suprema Corte. Trata-se de um tribunal de indicação política e, por isso, sujeito a interesses que comprometem sua imparcialidade. 
A principal reforma do Judiciário deve se concentrar no fim da indicação política para os membros dos tribunais superiores. A magistratura de carreira precisa ser prestigiada como único meio de provimento desses cargos. O Judiciário deve exercer seu poder de forma autônoma, sem depender do Legislativo. Na harmonia entre os poderes, não pode haver submissão de um a outro. Todos devem atuar com autonomia total. 
Assim, a moralização do STF passa por uma mudança urgente no critério constitucional vigente. A escolha dos ministros deveria ser restrita a magistrados de carreira, selecionados por mérito comprovado, com base em critérios objetivos e transparentes, sem interferência do Presidente da República. Dessa forma, o STF se tornaria uma extensão natural da magistratura, e não um espaço de barganha política. 
Além disso, deveriam ser adotados mandatos fixos de dez ou quinze anos, sem possibilidade de recondução. Isso garantiria renovação periódica e reduziria a tentação de agradar quem os indicou ou de se alinhar a interesses futuros.