sexta-feira, 8 de junho de 2018

A FILA SE MEXEU NO STF

Todos os criminosos políticos, que desdenhavam da Justiça, cometeram o grande equívoco ao não acreditar que um dia ela poderia bater às suas portas. E a Lava-Jato veio para sacudir a Justiça brasileira. Odiada por políticos corruptos, mas saudada pela maioria da população brasileira, a Lava-Jato é o marco de uma nova era na caçada aos malfeitores políticos brasileiros.

Pois é, e a fila se mexeu. O STF condenou a 13 anos e nove meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro o deputado Nelson Meurer, o primeiro parlamentar dos mais de 200 encalacrados na Operação Lava-Jato.

E a próxima a ser julgada, neste mês de junho, será a impoluta e desafeta do juiz Sérgio Moro, a senadora Gleisi Hoffman, acusada de ter recebido 1 milhão de reais de propina oriunda da mesma fonte ilegal que abasteceu as contas de Nelson Meurer.

Todos aqueles políticos solertes que se abeberam de fontes ilícitas e que mascaram os seus malfeitos devem pagar por seus erros na Justiça.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Se a paralisação dos caminhoneiros era ilegítima, por que o governo cedeu?


O governo Michel Temer com os seus erros está  dando chances ao assanhamento do moribundo PT, que deixou o país à beira da bancarrota e a Petrobras endividada.

O governo em vez de enxugar o excrescente gasto nos Três Poderes, para subsidiar a economia nacional,  preferiu solver a dívida da Petrobras onerando a despesa dos transportadores da produção nacional, bem como dos consumidores, com os sucessivos abusos de aumentos de preços dos derivados de petróleo, com reflexos negativos no bolso de todos.

Trata-se de governo fraco, insensível e que revelou incompetência ou má vontade de negociar tempestivamente com os  representantes  dos caminhoneiros, que já davam sinal  insatisfação. Portanto, o governo, ao subestimar a força da categoria, assumiu a responsabilidade de indenizar  aqueles  que foram prejudicados com a paralisação.

Se  a paralisação dos caminhoneiros fosse injusta, ilegal ou uma ação deliberada para desestabilizar a autoridade do presidente da República, o governo não deveria ter cedido em nada. Se cedeu é porque reconheceu o seu erro, ficando, assim, desmoralizado.

Desta forma, sem outra intervenção  para (1) botar ordem no país; (2) fazer uma varredura nessa cambada política e punir com rapidez os larápios da República; (3) sacudir o Congresso Nacional repleto de corruptos; (4) mudar a forma de preenchimento dos membros do STF; (5) desinchar os gastos dos Três Poderes etc.,  a eleição do novo presidente da República não  vai adiantar nada.

O país está doente e precisa urgentemente de um remédio amargo. Ninguém de sã consciência deseja governo militar, mas a situação em que está o país requer um governo de pulso, de ordem e progresso nem que seja por pouco tempo.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Diga não à reeleição política

Um dos braços da corrupção é a reeleição política. A reeleição política e o voto obrigatório são dois institutos da política que têm causado muito mal ao país. A reeleição é a consagração da mesmice que não consegue apresentar propostas positivas para serem aprovadas em um mandato.

A reeleição significa para muitos a continuação do cabide de emprego político bem remunerado e para outros abonados, a glória de participar das luzes da ribalta do poder.

A política precisa de constante renovação, de oxigênio novo. Política não é profissão como muitos oportunistas e vivaldinos pensam. Ninguém é insubstituível na vida ou na política, senão Deus, que no dizer de Rui Barbosa é a chave inevitável do Universo.

Muitos políticos que se consideravam insubstituíveis, hoje jazem nos cemitérios sem que a política ou a sociedade tenham sentido as suas faltas. Ademais, país nenhum parou pela perda de seus políticos.

Em época ou proximidade de eleições, é comum ouvir-se de candidatos a velha tática de convencimento de que em democracia a única maneira de promover mudanças é através do voto e que será um enorme desserviço anular ou se abster de exercer esse direito.

É compreensível a busca do candidato pelo voto. Mas é um direito do cidadão, que não acredita mais na classe política, por óbvias razões, de não votar em ninguém, anulando o seu voto. E nem por isso esse cidadão, que paga imposto para cobrir a despesa do inchado e inoperante Congresso Nacional, estará impedido de criticar os malfeitos de qualquer político, quando necessário.

A Constituição brasileira, elaborado por políticos espertos, cometeu o grande equívoco democrático ao considerar o voto uma obrigação de todos. A Constituição já nasceu ao sabor do interesse do político solerte de se eternizar no poder. Ora, democracia não combina com o autoritarismo da obrigação de votar, pois isso é próprio da natureza de regimes antidemocráticos. Portanto, em democracia o voto deveria ser facultativo.

No Brasil, o voto obrigatório tem se constituído justamente no vetor principal e responsável pela eleição e reeleição de Parlamento e Governos fracos, formados por muitos elementos de condutas não ilibadas e sem preparo adequado para o exercício de mandatos. E a quantidade de políticos encalacrados na Justiça, cassados e condenados é a prova irrefutável de nossa observação. E a culpa é do incauto e semianalfabeto eleitor, que se deixa levar pela ideia do voto obrigatório e escolhe qualquer candidato de boca de urna ou que lhe tenha prometido alguma ajuda. E os Tiriricas da vida estão aí para confirmar.

Se quisermos mudar a política do ambiente de acordos espúrios, de compadrios, de fisiologismo e de mandatos quase vitalícios, é necessário que o eleitor aprenda a escolher melhor os candidatos, a não reeleger ninguém e a não recambiar para o cenário político elementos que já cumpriram mandatos no Parlamento ou no Executivo.

Como se pode continuar a acreditar nos políticos brasileiros se eles dão mostras evidentes de que vão para o Parlamento ou para o Governo, não para trabalhar pela nação, mas sim imbuídos, lamentavelmente, de tirar vantagem da coisa pública? Muitos parlamentares se aposentam(até precocemente) pelo Legislativo Federal, levando consigo polpudas prebendas; outros, como os senadores, ex-senadores e familiares consideram tudo “legal” e não questionam a imoralidade de desfrutar do Plano de Saúde gratuito e vitalício do Senado Federal, uma indecência custeada por cada contribuinte nacional, que afronta os Artigos 5º e 37 da Constituição Federal; e sem esquecer também daqueles ex-governadores e pensionistas que mamam nas tetas do Tesouro Estadual subsídios vitalícios por terem exercidos mandatos de governador.

De acordo com a senadora Ana Amélia (PP-RS), as soluções para os problemas do Brasil passam pela política. De fato, as soluções, infelizmente, passam pela política por ser este o caminho constitucional estabelecido. Mas os resultados têm sido catastróficos diante de um quadro político em que, segundo o Congressoemfoco, mais da metade do Senado e um em cada três deputados federais estão enredados na Justiça.

Enquanto não for feita uma ampla reforma política, não a fabricada dentro dos gabinetes ao sabor dos interesses partidários e políticos, para mudar o nosso ultrapassado sistema, por exemplo, do voto obrigatório e da reeleição, e introduzir a candidatura avulsa sem vinculação partidária e o voto distrital puro, as sucessivas eleições não produzirão o efeito desejado. E, dessa forma, continuarão sendo eleitos e reeleitos elementos inescrupulosos mais interessados no cabide de emprego, nas luzes da ribalta do poder e em defender interesses pessoais e de grupos que representam.

Portanto, quando vejo a reeleição de um político, eu enxergo o país cada vez mais em retrocesso, ou seja, a mesmice sendo reeleita para não fazer nada.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Governo subestimou a paralisação dos caminhoneiros


Governo nenhum deve subestimar as reinvindicações ou as reclamações da sociedade civil e empresarial. Por outro lado, a vida da sociedade e os meios de produção internos, que precisam de combustível derivado do petróleo, não podem ficar sujeitos à oscilação da política da Petrobras, atrelada ao mercado internacional de commodities, cujas cotações variam diariamente, para cima e para baixo.

O consumidor brasileiro precisa ser respeitado pelas políticas governamentais. E, portanto, a vida do consumidor brasileiro não pode ficar sujeita às variações do mercado de commodities.

O Governo tem que respeitar a capacidade de endividamento da sociedade, principalmente a classe assalariada, e não permitir que a Petrobras, para resolver os seus déficits por políticas malsucedidas, fique majorando o preço dos combustíveis, criando um ambiente de desconforto e embaraço para a economia nacional e para a sociedade.

Governo anuncia acordo com entidades para suspender greve por 15 dias

Governo anuncia acordo com entidades para suspender greve por 15 dias

Os três patetas - Marun, Padilha e Eduardo Guardia - que não tiveram habilidade de abortar a deflgração com diálogos e atendimentos das justas reivindicações dos caminhoneiros.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

A justa paralisação dos caminhoneiros


O atrelamento do combustível ao mercado internacional é bom para a Petrobras, mas um desastre para a economia interna nacional.

A produção brasileira dependente do combustível fóssil não pode se desenvolver com a atual política governamental da Petrobras. Essa gangorra do preço do combustível, ora acima, ora abaixo, só prejudica a sociedade com a forçosa elevação dos preços dos alimentos e demais mercadorias, e isso já vem produzindo efeito no bolso dos consumidores.

A solução de aumentar a carga tributária para amenizar o custo do combustível é uma medida política perversa diante de um país onde o imposto é um dos mais altos do planeta e não se vê retorno dele em serviços públicos de qualidade.

O governo tem que cortar os gastos da máquina pública nos Três Poderes, mas não corta, e subsidiar quem produz, em vez de acenar com aumento de impostos para neutralizar a perda da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) incidente sobre o óleo diesel.

Assim, estão certos os caminhoneiros com o movimento de paralisação. Quem transporta alimentos e demais mercadorias para o crescimento do país não pode ser penalizado com a constante majoração de preços dos combustíveis. E por outro lado, a sociedade e demais empresários e empreendedores, que precisam do combustível fóssil para trabalhar, não podem ser prejudicados por políticas perversas de sustentação da Petrobras.

Sai governo e entra governo, mas a situação brasileira continua a mesma: a população é sempre chamada para pagar a conta do custo Brasil. Uma vergonha!

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Pifou o ribombar ameaçador do Lulapetismo


A proeminência do desespero que tomou conta do Lulapetismo, com a prisão de sua referência máxima, contrasta melancolicamente com aquela pseudobravura que o Lulapetismo exibia de que o país ia parar, caso Lula fosse preso. O país não parou, o “exército bravateiro de Stédile” pifou e a Justiça mandou Lula para a cadeia.

Com o pífio efeito do ribombar ameaçador da trupe mambembe Lulapetista, o PT não se conformou e foi bater de forma recorrente às portas da Justiça, onde reiteradamente foi derrotado. E malcontente com o Judiciário brasileiro, fez ameaças vexaminosas de apelar a cortes internacionais, como se aqui não vivêssemos em pleno Estado de Direito, com as instituições funcionando normalmente.

Agora, o Lulapetismo, desnorteado, quer por quer considerar Lula um preso político. Ora, Lula não é um preso político, porque não existe “crime político” nem aqui e nem em nenhum lugar de regime democrático. Lula não foi perseguido e está preso porque cometeu crimes previstos no Código Penal brasileiro.

Qualquer homem público é igual a qualquer homem comum, diante da lei. Quem cometer crime, após o devido processo legal que comprove a culpabilidade, será condenado, como foi Lula mandado para a prisão.

O Lulapetismo queria, mas não conseguiu, transformar Lula em eminência sobrenatural inatingível.