terça-feira, 22 de janeiro de 2019

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Falta responsabilidade empresarial na administração pública



Os exemplos têm nos mostrado que os políticos são os piores administradores públicos. Se o país fosse administrado pela inciativa privada ou através de práticas empresariais, seríamos uma nação pujante e desenvolvida.

Na iniciativa privada ou empresarial há responsabilidade e  preocupação em obter resultado positivo na gestão. Ou a empresa quebra por má administração ou problemas conjunturais do país,  assumindo solidariamente os sócios o prejuízo, ou ela é austera – portanto, vitoriosa -  no controle de seu caixa e de seus  investimentos, o que não ocorre na área pública.

Se no Brasil o gestor público (político) fosse  invariavelmente responsabilizado  por má  administração,  os políticos repensariam antes  as suas candidaturas ao Executivo.

E a irresponsabilidade do gestor público é tão grande que há políticos que defendem, por exemplo, a atualização da planta de valores do IPTU para resolver  problema de caixa das prefeituras, impondo aos munícipes o ônus de arcar com as malversações administrativas.

Mas a luz no fim do túnel começa a acender. Pois bem, o primeiro governador eleito pelo Partido Novo, o empresário Romeu Zema promete administrar Minas Gerais com as melhores práticas da inciativa privada.

Aqui reproduzo, para reflexão, alguns tópicos  da entrevista feita pela revista Veja com o governador eleito de Minas Gerais.

- É  preciso levar o senso de urgência típico do setor privado para a administração pública. A população, por sua vez, será informada pelas redes sociais sobre as razões de eventuais fracassos. Entregar resultados como o corte de privilégios e cargos de indicação política é o primeiro passo para o sucesso na renegociação da dívida com a União.

- Minha eleição e, de certa maneira, a de Jair Bolsonaro representam uma reforma política que os políticos não quiseram fazer.  A população decidiu fazê-la pelo voto. Temos de rever a quantidade de deputados estaduais e federais. Há o voto distrital, que é necessário para melhorar a representatividade. Precisamos de eleições mais baratas. O eleitor quis dizer: “Prefiro arriscar no que eu não conheço a continuar errando como sempre errei”.

- Para reequilibrar as contas de Minas Gerais, o terceiro estado mais endividado do país, “Tenho um plano baseado em três pontos. O primeiro é uma redução drástica de despesas. Quero servir de exemplo. Só vou receber meu salario quando o pagamento do funcionalismo estiver em dia. Não vou morar no Palácio das Mangabeiras, posso alugar ou comprar uma casa e pagar do meu bolso. Vou reduzir o número de secretarias de 21 para nove e cortar pelo menos 80% dos cargos de indicação política (são cerca de 4000 postos). Vamos rever contratos com fornecedores (...). O segundo ponto é fazer o estado deixar de ser inimigo de quem trabalha. Queremos atrair empresas e aumentar a arrecadação de impostos com a retomada da atividade, sem elevar a carga tributária. E o último ponto já está em andamento. Nosso economista é o Gustavo Franco (ex-presidente do Banco Central). Ele já está em contato com o Ministério da Fazenda para renegociar a dívida de Minas Gerais com a União.”.

-  Fiquei surpreso ao saber que o Executivo tem uma minifrota aérea, com alguns helicópteros e jatinhos à  disposição. Quando tiver de viajar até Brasília, pegarei um voo de carreira. Sempre fiz isso como empresário. (...) as estatais viraram um cabide de emprego.

Com práticas da iniciativa privada e tendo como bandeira a meritocracia, o novo governador eleito de Minas Gerais pretende (1)  gastar menos do  que se ganha, senão, no setor privado, a empresa vai à falência; (2) medir o desempenho dos funcionários, para que os bons e os ruis não seja tratados da mesma forma; (3) não preencher os cargos do secretariado com indicações políticas etc.

Assim, para atrair profissionais qualificados para o seu governo, Romeu Zema informa que “para nossa surpresa, já recebemos 12 000 currículos, muitos de pessoas com um histórico profissional excelente”.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Aumento do IPTU/Alargamento da praia de Balneário Camboriu/SC


Garfar descaradamente os munícipes de Balneário Camboriú, em plena crise financeira, com majoração do IPTU em mais de 10%, revela que se trata de administração irresponsável e não afinada com o respeito que os contribuintes devem merecer, mas que só sabe equilibrar o seu Caixa através da velha política de meter a mão no bolso dos cidadãos.

Nada justifica o aumento abusivo do IPTU para um município que arrecada muito bem com o turismo, rede hoteleira, comercial e bancária, construção civil e, potencialmente, com a expressiva arrecadação de impostos de prédios de apartamentos, os quais pouca despesa dão aos serviços municipais, pois os seus proprietários majoritariamente não residem aqui.

É evidente que o atual aumento do IPTU já prenuncia arrecadação de recursos a ser aplicado no alargamento da praia. Uma vergonha! Já não bastou o dinheiro enterrado na construção megalomaníaca da “Passarela do Piriquito”?

Ora, o alargamento da praia é uma obra totalmente desnecessária e que só serve para atender aos interesses políticos e de grupos empresariais. A concretização do projeto representará, com certeza, um nicho de obtenção de propinas tal qual foi a construção da Passarela da Barra.

É uma inverdade que se trata de obra de sobrevivência econômica da cidade. Balneário Camboriú até hoje sobreviveu e muito bem com o dinheiro do turismo sobre as belezas naturais, bem como pela volumosa arrecadação de seu comércio, construção civil, rede hoteleira, bancária e, expressivamente, pelos impostos derivados de miríades de prédios de apartamentos.

Balneário Camboriú não tem que se adequar à população flutuante, para aumentar a faixa de areia. Nenhum turista deixou de vir ou voltar a este município pelas condições de largura da praia, mas sim por outros possíveis motivos.

O prefeito deveria se preocupar em aplicar recursos públicos em necessidades vitais: educação, saúde (hospital e posto de saúde), segurança, saneamento básico, despoluição da praia e do Rio Marambaia, que deságua infecto no mar.

Irresponsavelmente o prefeito não  se preocupa com o adensamento de Balneário Camboriú -  onde problema social de mendicância já é uma realidade – e continua a  encomendar propaganda de uma cidade, que não tem infraestrutura para solucionar os constantes alagamentos por qualquer chuvarada, os engarrafamentos de carros o ano inteiro, a falta de água, tanto que os chuveiros da Avenida Atlântica foram fechados, a poluição da água e da areia da praia etc. E assim mesmo o prefeito deseja torrar o dinheiro do contribuinte em embelezamento da orla marítima?

O governo federal, ou estadual, não deveria liberar recursos para fins do alargamento. E, nesse sentido, cabe à população atuar junto aos órgãos competentes para impedir que recursos públicos sejam alocados para obras plenamente desnecessárias.

A praia passa 75% do ano com a sua largura normal. O alargamento só gera aumento de imposto, inclusive para a sua manutenção. A atual suavidade do banho de mar a crianças e idosos se transformará em praia do tombo - como é hoje Copacabana. Sem esquecer de que contra a natureza inexiste eficácia da engenharia humana.

Prefeito Fabrício Oliveira, não se esqueça de que o senhor terá de prestar contas de sua administração nas próximas eleições.



quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

A farra do empreguismo público continua


 Michel Temer, no apagar das luzes,  nomeou o ex-ministro Carlos Marun para o cargo  de conselheiro da Itaipu Binacional, até 2020, com salário de R$27 mil. Uma vergonha que Bolsonaro tem de mandar anular.

Carlos Marun é um grande cara de pau!  Deveria ter vergonha de viver sempre do empreguismo público.  Pertence ao clube daqueles que só querem obter vantagem da coisa pública. 
Os seus canudos de cursos superiores não lhe deram competência para trabalhar na atividade privada.  Marun é apenas mais um espertalhão a tirar proveito da coisa pública. 

O presidente Jair Bolsonaro tem que mandar anular essa pouca-vergonha presenteada pelo ex-presidente Temer, bem como revogar  todos os atos de nomeação aos quadros de conselheiro das estatais e congêneres.

O conselho das estatais deveria ser exercido, em número reduzido, apenas por profissionais especializados que não exerceram mandatos políticos ou por empresas gabaritadas,  como a Fundação Getúlio Vargas.

O país precisa mudar o quadro imoral do empreguismo de ex-políticos. Essa sinecura de conselheiros de estatais e congêneres, altamente remunerados, em um país de miseráveis e de mais de 13 milhões de trabalhadores desempregados e endividados, não pode mais prosperar.

Da mesma forma tem que ser impedido que ex-políticos exerçam funções nos Tribunais de Contas: ministros e conselheiros. Essas atividades deveriam ser exercidas exclusivamente por auditores concursados.

Espera-se que o presidente Jair Bolsonaro mude o perfil do empreguismo na área pública, e que a nomeação do espertalhão Carlos Marun seja revogada.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

PT, PCdoB e PSOL decidem boicotar posse de Jair Bolsonaro

PT, PCdoB e PSOL são partidinhos de merda e defensores de LULADRÃO. As suas ausências ao evento  só enobrecem a posse de BOLSONARO. Viva o novo Brasil! Viva a morte da esquerda podre que dilapidou o país.

O PT, principalmente, é um partido de gente desequilibrada, alarmista e apocalíptica. Esculhambaram o país, assaltando e corrompendo as instituições em mais de 13 anos de poder, e agora quer vir dar exemplo de moralidade.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Os gastos públicos e o empreguismo no Legislativo

Qual será  o balanço (positivo) que os presidentes do Senado e da Câmara, Eunício Oliveira e Rodrigo Maia,  apresentarão ao Brasil, em 2018,  de moralização dos gastos do Congresso, diante de um país de mais de 13 milhões de trabalhadores desempregados e endividados? Lembrando que  o Parlamento sueco está aí como exemplo de austeridade e moralidade pública, que deveria ser copiado.

Se as excelências parlamentares brasileiras  não se preocupam com os gastos, ou melhor, com a farra do dinheiro público, é porque procedem conscientemente como larápios do Erário, ou não? Ou a sociedade contributiva que é por demais exigente com os nossos “operosos e parcimoniosos” parlamentares?

A verdade é que não se vê nenhuma preocupação em combater os gastos públicos. Os nossos políticos vivem em dissintonia com a realidade brasileira de pobreza. A ilha da fantasia Brasília continua a debochar da sociedade com os seus monumentais gastos. E, portanto, temos pouca esperança de que a renovação do Congresso e do Executivo vá mudar este tenebroso quadro.

Por que os servidores de gabinetes de parlamentares – auxiliares e assessores – não são providos apenas por elementos (concursados) do quadro próprio do Legislativo? Para que tantos auxiliares e assessores? O Legislativo tem que dar exemplo e moralizar o empreguismo de apaniguados, amigos e parentes de parlamentares.

E o resultado do empreguismo nefasto está, por exemplo, nas denúncias do Coaf, envolvendo um ex-assessor (Fabrício Queiroz) do filho de Bolsonaro (Flávio Bolsonaro), recentemente eleito senador pelo RJ, que, também, desfrutava - ele, esposa e filhas – do empreguismo legislativo: uma verdadeira praga da sinecura nacional, que precisa ser combatida e eliminada.

O relatório do Conselho de Centro de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do Ministério da Fazenda,  mostrou movimentações financeiras consideradas suspeitas na conta do ex-assessor de mais de R$ 1,2 milhão.

Segundo reportagem do Congresso em Foco, de 15.01.2018, o Congresso brasileiro é um dos mais caros do mundo. Veja o quadro sinótico abaixo.

A relação dos principais benefícios de um congressista brasileiro:
Benefícios
Deputado
Benefícios
Senador
Salário
R$ 33.763,00
Salário
R$ 33.763,00
Cotão *
De R$ 30.788,66 a R$ 45.612,53
Cotão *****
De R$ 21.045,20 a R$ 44.276,60
Auxílio-moradia **
R$ 4.200,00
Auxílio-moradia **
R$ 5.500,00
Verba para contratar até 25 funcionários
R$ 92.000,00
Contratação de até 55 funcionários (valor não especificado)
Ajuda de custo ***
R$ 33.763,00
Ajuda de custo ***
R$ 33.763,00
Plano de saúde ****
Limitado
Plano de saúde
Vitalício
Carro oficial
Integrantes da Mesa Diretora
Carro oficial
Carro oficial com motorista
* Valor varia conforme o estado. O menor é pago aos representantes do DF, e o maior, aos de Roraima.
** Benefício pago ao parlamentar que não ocupa imóvel funcional ou próprio.
*** Valor pago no início e no fim do mandato de cada parlamentar, inclusive suplentes
**** Os deputados só são ressarcidos em serviços médicos que não puderem ser prestados no Departamento Médico (Demed) da Câmara, em Brasília.
***** Varia conforme o estado de origem do parlamentar. Os menores montantes são pagos aos senadores de Goiás e do DF. Os maiores, aos senadores do Amazonas.
Fonte: Congresso em Foco, com base em dados da Câmara e do Senado.
Por Edson Sardinha                                                                                                             

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Como padece a pobreza no Brasil

Enquanto os parlamentares nacionais só se preocupam com os seus interesses, mordomias,  altos salários, não combatem o empreguismo indecente em seus gabinetes, como ficou evidenciado o caso do filho  de Jair Bolsonaro,  dando as costas para os reais problemas da sociedade, o que revela a falta de vergonha e caráter, a realidade brasileira é esta:

Mulher dá à luz na recepção de hospital municipal do Rio Uma mulher deu à luz sozinha, neste domingo, no chão da recepção do Hospital municipal Pedro II, após ter aguardado por mais de uma hora atendimento. De acordo com relatos de técnicos de enfermagem da unidade, não havia médico nem enfermagem no plantão, apenas recepcionista, maqueiro e segurança.”

Este é o quadro apocalíptico do sistema público de saúde no Brasil. Uma grande vergonha que não envergonha os políticos e governos brasileiros

O dinheiro dos contribuintes jorra para pagar as campanhas políticas dos oportunistas travestidos de homens  públicos honrados; para bancar a orgia dos gastos do Congresso Nacional com deputados e senadores, sem esquecer os legislativos estaduais e municipais;  para sustentar a elite de ministros do STF contemplada com aumentos salariais intempestivos; para bancar as despesas de auxiliares e seguranças de ex-presidentes da República abonados, inclusive dos cassados etc.

Mas o dinheiro dos contribuintes não jorra para atender às camadas mais necessitadas, porque falta vergonha e caráter aos políticos e governantes brasileiros, que só sabem enxergar os seus interesses e de grupos que representam, esquecendo os compromissos constitucionais.

Se todos os políticos e governantes fossem obrigados a ser atendidos na rede pública de saúde, inclusive os ministros do STF, certamente, o panorama de atendimento seria bem outro.

Mas como a pobreza nacional - representada pela mulher que, humilhada, deu à luz sozinha no chão da recepção do hospital -  não nasceu com a sorte de ser político ou ministro do STF, a expectativa  sombria será continuar padecendo sob o olhar negligente e debochado dos políticos, dos governantes e do Judiciário.