Certíssimo. Para visitar preso, precisa-se de autorização judicial. Prisão, mesmo domiciliar, não é Casa de Mãe Joana.
quarta-feira, 15 de abril de 2026
terça-feira, 14 de abril de 2026
A Farra das Emendas Parlamentares e a urgência de Reformas Constitucionais
- Supervisão obrigatória pelos Tribunais de Contas – TCU e TCEs: Nenhum recurso oriundo de emendas seria liberado sem prévia análise e autorização dos tribunais.
- Auditoria de notas fiscais e recibos: Todos os documentos emitidos pelos prestadores de serviços contratados com recursos de emendas deveriam ser auditados, garantindo transparência e rastreabilidade.
- Direcionamento exclusivo para projetos sociais e estruturais: As emendas só poderiam financiar serviços e obras de interesse coletivo, como saúde, educação, saneamento e infraestrutura, vedando gastos com eventos festivos, atividades privadas ou religiosas.
- Cadastro nacional de prestadores de serviços: Empresas contratadas com recursos de emendas deveriam estar registradas em um sistema nacional, sujeito a fiscalização contínua, evitando o uso de empresas fantasmas.
Aos parlamentares que pressionam pelo impeachment de ministros do STF
Não adianta criticar este ou aquele ministro da Corte quando suas decisões colidem com os interesses de senadores. A solução para um STF imparcial e livre de influências políticas está na mudança do critério constitucional vigente, que hoje autoriza o presidente da República a indicar os membros da Suprema Corte.
É urgente repensar esse modelo. Os ministros deveriam ser escolhidos exclusivamente entre magistrados de carreira, selecionados por mérito comprovado, dentro de critérios objetivos e transparentes, e não por conveniência presidencial.
Assim, o STF se tornaria uma extensão natural da magistratura, e não um espaço de barganha política. Além disso, a adoção de um mandato fixo de dez anos, sem possibilidade de recondução, garantiria renovação periódica e reduziria a tentação de agradar quem indicou ou de se alinhar a interesses futuros.
segunda-feira, 13 de abril de 2026
O Brasil merece respeito: dosimetria não é pauta política
O presidente do Senado anuncia intenção de pautar o veto ao projeto da dosimetria. Mas o Brasil merece respeito. Os políticos têm o dever de acatar as decisões de nossos tribunais, como o povo as acata, mesmo quando discorda delas. A dosimetria da pena é atribuição exclusiva da Suprema Corte. Transformá-la em objeto de manobra política para beneficiar Jair Bolsonaro e demais envolvidos no 8 de janeiro de 2023 é imoral e fere os princípios democráticos.
O Brasil não é um Estado de anomia. Aqui vigoram leis e uma Constituição aprovadas pelo próprio Legislativo, que se destinam a todos, sem seletividade. Parlamentares não podem se insurgir contra decisão republicana — neste caso, o veto presidencial que preserva a autoridade do Supremo Tribunal Federal. A condenação dos responsáveis pelo ataque às instituições já transitou em julgado. Contorná-la apenas para aliviar penas é afronta ao STF e desrespeito à memória da pátria e de figuras como Rui Barbosa.
Em vez de pautar matérias de interesse restrito a grupos seletivos, o presidente do Senado deveria demonstrar altivez e compromisso com os valores da República, priorizando temas de real urgência nacional: combater a indigência que atinge milhões de brasileiros esquecidos pela política. A derrubada do veto, se tentada, será inevitavelmente rechaçada pelo Supremo, que continuará a resguardar a Constituição e a democracia.
quinta-feira, 9 de abril de 2026
Tribunais de Contas: cabide de emprego oficializado de políticos
segunda-feira, 6 de abril de 2026
AOS POLÍTICOS QUE DESONRAM O PARLAMENTO
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Do Maranhão ao Brasil: política como cabide de emprego e de interesses pessoais
A perpetuação da reeleição transforma a política em negócio privado e bloqueia a renovação democrática.
O eleitor maranhense — e brasileiro — precisa fazer o dever de casa: não eleger nem reeleger aqueles que transformam a política em cabide de emprego ou em instrumento para se beneficiar da coisa pública. A observação vale para todo o país, mas o Maranhão continua sendo retrato negativo do subdesenvolvimento por insistir em políticos federais, estaduais e municipais incompetentes, mais interessados em vantagens pessoais do que em servir à coletividade.
Política sem identidade
Trocar de partido com a mesma facilidade que macacos saltam de galho em galho revela a ausência de identidade ideológica políco-partidária e a busca apenas pelo holofote do poder. No caso da senadora maranhense Eliziane Gama que migrou do PSD para o PT, fica evidente que a política não é missão cívica, mas negócio pessoal. Afinal, se não fosse o mandato, onde a senadora conseguiria salário equivalente ao que recebe na vida pública? Por outro lado, não há registros de grandes obras ou investimentos diretos no Maranhão atribuídos à sua atuação. Trata-se de mais uma política inexpressiva que compõe o inchado cenário nacional.
Mandato não é carreira
A política deveria ser exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno à profissão de origem oxigenaria a vida pública. Em vez disso, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses privados. A busca incessante pela reeleição mostra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um grande negócio.
Ninguém é insubstituível
Convém lembrar aos que se julgam insubstituíveis que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país. Quem não tem competência para realizar seus projetos em uma legislatura, que volte para casa. A reeleição perpetua vícios e bloqueia a renovação. O eleitor precisa compreender que o voto é instrumento de mudança — e que a política só recuperará seu verdadeiro sentido quando deixar de ser negócio pessoal e voltar a ser serviço público.