domingo, 26 de abril de 2026
Absurdo: parlamentares querem censurar críticas a Israel
quarta-feira, 22 de abril de 2026
Generosidade oficial às custas do empregador
Um empresário chinês comentou sobre o Brasil: “O chinês quer trabalhar, enquanto o brasileiro quer direitos.” Afirmação, ainda que simplista revela diferenças culturais: na China, longas jornadas com foco intenso na produtividade; no Brasil, apenas conquistas trabalhistas, sem priorizar a produtividade, como se o empregador fosse vilão da relação emprego e trabalho.
Essa visão ganha relevância diante da proposta governamental de mudar a escala 6x1 para 5x2. Se aprovada, o cenário pode se agravar: num mercado já caótico, pode haver desemprego, com redução do quadro de funcionários, aumento de preços, e até levar o Estado a usar dinheiro público (dos contribuintes) para cobrir prejuízos.
Relações de trabalho deveriam ser definidas entre empregador e empregado sem interferência estatal ou de sindicatos. Se ambos aceitam um contrato, é porque está bom para todos os lados. Assim, quem deve definir jornada e horários são as partes interessadas, e não o governo.
O país precisa de mais gente produzindo riquezas para sustentar suas necessidades. Alterar a jornada é usar benefícios eleitorais às custas da sociedade. O que fortalece as relações familiares, preserva a saúde e eleva a produtividade é a segurança do trabalhador saber que está empregado e contribuindo para o sustento de sua família. O trabalho dignifica o indivíduo e o integra ao meio social. Já o desemprego é um verdadeiro flagelo.
Parlamentares que defendem a mudança buscam votos para suas reeleições, mas prejudicam quem sustenta o país. A Constituição de 1988 fixou 44 horas semanais como marco civilizatório. Muitos constituintes, inclusive figuras como Lula, participaram desse consenso. Alterar agora regras por conveniência política ameaça a estabilidade jurídica e abre precedente perigoso. Pretender agradar trabalhadores em período eleitoral não é decente, não é republicano. Tais parlamentares vivem das benesses públicas, custeadas pelos contribuintes, trabalham pouco e descansam mais do que produzem. Agora, tentam transferir para a iniciativa privada os males e ineficiências do próprio Congresso Nacional.
O argumento oficial de que a redução da jornada poderia gerar novos empregos e melhorar a produtividade compensando custos — é apenas uma aposta, não uma garantia.
Em resumo: mudar a jornada fragiliza empregos e a economia. O crescimento depende da liberdade de negociação e da valorização do trabalho. Se cada governo alterar a Constituição para atender interesses políticos imediatos, ela perde a força como pacto duradouro da sociedade.
terça-feira, 21 de abril de 2026
Para reflexão política e da sociedade: indicação dos membros do STF
A moralização, ou limpeza do STF, passa pela mudança de critério contitucional que autoriza o presidente da República escolher os ministros da Corte. É necessário mudar esse critério.
A escolha deveria ser restrita a magistrados de carreira, sem interferência do Presidente da República, selecionados por mérito comprovado, com base em critérios objetivos e transparentes. Assim, o STF se tornaria uma extensão natural da magistratura, e não um espaço de barganha política. Além disso, a adoção de mandatos fixos de dez ou quinze anos, sem possibilidade de recondução, garantiria renovação periódica e reduziria a tentação de agradar quem os indicou ou de se alinhar a interesses futuros.
segunda-feira, 20 de abril de 2026
CPI do Crime Organizado: deixou mais perguntas que respostas
sexta-feira, 17 de abril de 2026
O Impasse da Pobreza no Brasil
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Moraes barra acesso irrestrito de irmão de Michelle à casa de Bolsonaro
Certíssimo. Para visitar preso, precisa-se de autorização judicial. Prisão, mesmo domiciliar, não é Casa de Mãe Joana.
terça-feira, 14 de abril de 2026
A Farra das Emendas Parlamentares e a urgência de Reformas Constitucionais
- Supervisão obrigatória pelos Tribunais de Contas – TCU e TCEs: Nenhum recurso oriundo de emendas seria liberado sem prévia análise e autorização dos tribunais.
- Auditoria de notas fiscais e recibos: Todos os documentos emitidos pelos prestadores de serviços contratados com recursos de emendas deveriam ser auditados, garantindo transparência e rastreabilidade.
- Direcionamento exclusivo para projetos sociais e estruturais: As emendas só poderiam financiar serviços e obras de interesse coletivo, como saúde, educação, saneamento e infraestrutura, vedando gastos com eventos festivos, atividades privadas ou religiosas.
- Cadastro nacional de prestadores de serviços: Empresas contratadas com recursos de emendas deveriam estar registradas em um sistema nacional, sujeito a fiscalização contínua, evitando o uso de empresas fantasmas.