quinta-feira, 11 de junho de 2026
Política não é cabide de emprego: a aventura de Michelle Bolsonaro no Senado
quarta-feira, 10 de junho de 2026
Fim da escala 6x1: o empregador não é vilão nem a Constituição é bandeira política
É difícil não enxergar oportunismo eleitoral no fato de o governo apresentar, em regime de urgência e às vésperas das eleições, um projeto que extingue a escala 6x1 — tida como uma bandeira histórica dos trabalhadores. Após somar mais de 17 anos no poder, por que somente agora essa pauta vem à tona? Parece mais uma cartada de última hora do que um compromisso genuíno.
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Ser político: a grande sacada para quem está desempregado ou desistiu da profissão
terça-feira, 2 de junho de 2026
A derrota que expôs a imoralidade das indicações ao STF
sábado, 30 de maio de 2026
Que país é este onde chefes de facções criminosas continuam desafiando as autoridades
A propósito da prisão da advogada Deolane Bezerra dos Santos na Operação Vernix - investigação que atribui a ela lavagem de dinheiro do PCC, algumas considerações.
Falta ao Brasil coragem para enfrentar de verdade os criminosos que comandam facções de dentro das cadeias. O sistema penal benevolente trata esses bandidos com leniência, permitindo que continuem ditando ordens e sustentando suas famílias com dinheiro do crime. Enquanto isso, advogados enriquecem com honorários pagos por recursos ilícitos, sem qualquer obrigação de revelar a origem desse dinheiro, e aqui está a raiz do problema.
É atacando essa fonte que sustenta os defensores do crime que poderíamos enfraquecer a vida dos criminosos, ou seja, o poder econômico das facções, mas a legislação brasileira fecha os olhos.
Casos como os de Fernandinho Beira-Mar e Marcola mostram que, mesmo presos, eles seguem desafiando o Estado e custando milhões aos cofres públicos. A impressão que fica é que nossas autoridades têm medo de enfrentar de verdade essa bandidagem. E não podemos esquecer que dentro do Legislativo há representantes dessas facções, como o ex-deputado estadual fluminense TH Joias, hoje atrás das grades.
Precisamos urgentemente de um sistema de tolerância zero como ocorre na China, que não dê espaço para criminosos de alto coturno nem para quem lucra com o dinheiro sujo que os sustenta, e que se aplique também a políticos corruptos e a servidores que subtraem dinheiro público.
O governo brasileiro demonstrou falta de habilidade — ou, talvez, tenha se omitido deliberadamente por interesses ocultos. Como consequência, os Estados Unidos classificaram o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, decisão que pode trazer consequências imprevisíveis para o país.
O Brasil só será livre dessa praga quando a lei proteger, de fato, o cidadão de bem, e não continuar servindo de escudo para quem vive do crime.
quarta-feira, 27 de maio de 2026
O papagaio de pirata na Terra do Tio Sam
Há quem diga que o Brasil é uma comédia involuntária, mas poucos personagens conseguem elevar o roteiro ao nível de sátira shakespeariana. Eis que surge o nosso papagaio de pirata, aquele que se pendura no ombro do Tio Sam como se fosse medalha de honra, mas na verdade não passa de souvenir barato de aeroporto. Um enfeite exótico, que repete frases prontas e acredita estar no centro da cena mundial.
O sujeito acordou de um transe quixotesco e decidiu que queria ser presidente. Afinal, se o “father” foi moralista de palco, por que não repetir a peça? O detalhe é que, tal como o velho, nunca conseguiu aprovar nada de interesse nacional — mas isso não impede o herdeiro de se autoproclamar o único capaz de salvar a pátria. Competência? Não precisa provar, basta declarar em alto e bom som. Projetos de interesse nacional? Zero, mas quem liga? O importante é dar pitaco no Congresso e bancar o messias. E quando a credibilidade escorre pelo ralo, a solução é simples: corre para o colo do Tio Sam, reclama do governo brasileiro e posa de fofoqueiro internacional.
E como todo bom papagaio, repete frases prontas: “não sou coveiro”, “sou audacioso”, “sou humano”. Mas humano de que espécie? Daquela que se enrosca em negócios pouco republicanos e depois corre para o colo do Tio Sam, chorando mágoas do governo brasileiro. A cena é digna de novela mexicana: o papagaio fofoqueiro, ao lado de Trump, pedindo bênção para espantar o mau-olhado, como se fosse personagem secundário em reality show político.
No Brasil, claro, a moralidade pública é uma flor rara — e o nosso personagem insiste em se apresentar como a mais perfumada delas, mesmo carregando o apelido de “Rachadinha” como quem ostenta medalha olímpica. A credibilidade, já escassa, se dissolve junto com a amizade inconveniente com Vorcaro. Mas, na cabeça do papagaio, isso é detalhe: ele continua convencido de ser a única alternativa séria, sólida e confiável ao governo de Lula. O delírio hereditário culmina na frase final: “sou a única alternativa viva para o Brasil”. Viva, sim, mas de que vive? De bravatas, de pose, de inglês de popcorn e da eterna vocação de papagaio de pirata.