sábado, 12 de setembro de 2015

A escalada da criminalidade



Deputados federais do RS chamam secretário de Segurança Pública para tratar da criminalidade estadual, que já existia no governo anterior.

O problema de segurança pública é um mal nacional e não uma situação anormal só no RS. O governo federal transfere a responsabilidade aos Estados e Municípios, mas se esquece de que tem responsabilidade compartilhada. E deveria ter vergonha de presidir um país onde os cidadãos e as instituições estão vulneráveis aos mais diversos tipos de crimes, sem que, até o momento, nada tenha sido feito de positivo para combater essa chama ardente da criminalidade no Brasil. Do tripé Educação, Saúde e Segurança, este último elemento é hoje considerado, incontestavelmente, o mais grave problema nacional.

A segurança pública dos brasileiros não pode ser tratada apenas de forma política ao se desejar responsabilizar este ou aquele governante. A segurança pública deve ser arrostada como uma obrigação constitucional.

Hoje, em qualquer rincão do país, a falta de segurança pública é uma realidade que o governo federal finge desconhecer. Assassinatos, roubos, furtos, tráficos de drogas, tiroteio entre quadrilhas de traficantes, assaltos a carros-fortes, arrombamento de bancos e explosão de caixas eletrônicos já fazem parte, infelizmente, do cotidiano nacional.

O Brasil, além da situação difícil por que passa de política econômica, está mergulhado numa verdadeira guerra interna (civil), comandada pelo baixo e alto clero da criminalidade, sem que os mandarins da república esbocem qualquer reação.

Assim, a criminalidade no RS não é culpa do atual governo estadual - a situação já existia anteriormente -, mas um problema de nível nacional, cujo governo federal, há 13 anos no poder, se mostrou incompetente e negligente com a segurança pública do Brasil.


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