segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O Brasil perdeu o rumo?

O governo de Dilma Rousseff está pagando caro por não ter tido coragem de romper politicamente com o seu criador. Passou a dividir a direção do país num sistema de cogestão com Lula. E a quase tudo o consulta para tomar decisão como se Lula fosse o seu preceptor. Quando Dilma, por ocasião da eclosão de denúncias de corrupção política envolvendo ministros indicados por Lula, resolveu imediatamente demiti-los, ali estava a presidente da República desempenhando a sua autoridade presidencial, mesmo a contragosto de seu curador. Se ela tivesse se conduzido sem a batuta do Lula, talvez hoje ela não estivesse sendo ridicularizada pelo The Economist.

“Ana Amélia cita 'The Economist' e diz que momento econômico merece atenção.

Publicação britânica mostra na capa o maior símbolo do Brasil, o Cristo Redentor, desgovernado.

Em discurso no Plenário nesta quinta-feira (26), a senadora Ana Amélia (PP-RS) disse que a imagem do Brasil diante do mundo “vai mudar para pior” nos próximos dias. A senadora fez referência à próxima edição da revista britânica The Economist, em que a capa mostra um Cristo Redentor estilizado, imitando um foguete em queda, com uma pergunta: “O Brasil estragou tudo?”. A revista fez em 2009 uma capa com imagem parecida, com a estátua do Cristo decolando. O destaque, na época, era para o crescimento econômico do país e seu papel de liderança na América Latina.

A senadora disse que a análise de economistas estrangeiros sobre o atual momento econômico do Brasil merece a atenção dos senadores e do governo brasileiro. A matéria lembra que o Brasil passou bem pelo auge da crise da economia mundial, entre 2008 e 2009, e registrou um crescimento expressivo em 2010, de mais de 7%. No entanto, desde 2011, o país tem apenas 2% de crescimento médio e ainda teve de lidar com recentes manifestações populares, que pediam mais qualidade e ética nos serviços públicos.

A senadora também destacou artigo do ex-deputado e ex-ministro Delfim Netto, publicado no jornal Folha de S. Paulo, em que o economista aponta a relação entre o sucesso dos processos de licitação para obras de infraestrutura e o crescimento econômico do país. Ana Amélia disse que o governo deve levar em conta essas análises, para buscar a retomada do crescimento da economia nacional. Ela apontou que, como senadora, busca votar com o governo, quando entende que a medida é favorável ao país. No entanto, prosseguiu, vota de forma contrária quando entende que a medida pode prejudicar o Brasil.
— Todos aqui torcem para o Brasil dar certo — disse Ana Amélia.”

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Dilma esperneia na ONU


A presidente Dilma Rousseff pensa que pode mais para peitar Obama. Discurso inflamado na ONU não passa de bravata surrada de petista tentando intimidar leões. E o que também não dizer de uma junta de parlamentares brasileiros, ansiosa pelas luzes da ribalta para apurar não sei o quê e cujo resultado não chegará a lugar nenhum senão gastar em passeios o dinheiro da nação?

Fato gravíssimo é o Brasil miserável, solapado por corrupção política, por parlamentares que se beneficiam de muitas mordomias e não procuram combatê-las. Por exemplo, os senadores brasileiros, ex-senadores e familiares - escandalosamente - conspurcam a seriedade do Parlamento ao usar, de forma gratuita e perene, serviços médicos e hospitalares do Senado, enquanto as demais camadas pobres sociais não têm esse privilégio e morrem nas filas dos hospitais públicos. O que significa dizer que o dinheiro do contribuinte, em vez de ser aplicado no social, vai diretamente para beneficiar senadores inescrupulosos.

A CPI da espionagem é mais uma pizza em decomposição. São horas de trabalhos e viagens em vão, pagas pelos contribuintes. A CPI é apenas para satisfazer o ego de parlamentares parlapatões, que não sabem o que fazer no Congresso. Agora os jacobeus, hipócritas e fariseus querem mostrar serviços como resposta aos gritos revoltados dos jovens no mês de junho, que exprobraram a incompetência desse bando de parlamentares que só dão despesas à nação.

Será que a comissão vai convocar o presidente Obama para dar explicações? É muita perda de tempo com estapafúrdia CPI. Vão procurar o que fazer de útil ao país, para justificar a continuação do macróbio Senado Federal.

Há poucos meses os jovens saíram às ruas para reprochar, entre outras coisas, a inoperância do inchado Congresso Nacional. Agora, os moucos senadores se lançam numa jornada estabanada em torno de um grande besteirol com comportamentos quixotescos, tentando combater moinhos de ventos. Para isso, o PT e os chaleiristas do governo não desperdiçam os holofotes da propaganda eleitoral da presidência da República.

Por outro lado, a presidente da República até que está gostando desse negócio de espionagem no Brasil. Só assim ela bufa nacionalismo para tentar recuperar pontos nas pesquisas de seu governo. Ademais, é uma baita idiotice tentar arrostar os EUA. Somente os insipientes ignoram os estratagemas das grandes potências. Ou os iluminados senadores e a presidente Dilma Rousseff pensam que a quantidade de satélites das grandes potências perambula na órbita terrestre apenas em missão científica? A presidente e o seu séquito senatorial podem espernear sentados porque os EUA não vão mudar a sua forma de agir no mundo.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Região do Rio do Sul e Centro de Eventos de BC


Senhor Governador Raimundo Colombo, há dez dias vinham sendo anunciadas fortes chuvas para a Região do Rio do Sul, e o governo estadual e a Defesa Civil não tiveram competência de se prevenir, com antecedência, e formar uma infraestrutura para desalojar as famílias das áreas de riscos e suprir a região de alimentos, remédios, roupas, cobertores etc., visando enfrentar a calamidade? Agora, com a maior cara de pau, a Defesa Civil e o governo vêm pedir colaboração da sociedade para ajudar os desabrigados? É uma vergonha! A sociedade é sempre espoliada com cobrança de impostos escorchantes e ainda querem que ela tenha de contribuir com dinheiro ou com qualquer outra ajuda? Todos os anos o quadro é o mesmo e o governo não aprende a lição.

A sociedade não tem que cooperar com coisa alguma: depósito em conta corrente ou o escambau a quatro. O governo é que tem de mudar a sua postura administrativa para saber, com antecedência, lidar e enfrentar crises e sinistros.

Para outras finalidades, o governador mostra competência, por exemplo, trabalhar em conjunto com o perdulário prefeito de Balneário Camboriú, Edson Renato Dias, que está endividando o município com obras caras e desnecessárias, como a construção da ponte estaiada da Barra Sul, requintada com dois elevadores e dois restaurantes, obra que vai custa muito mais que R$ 23 milhões e que deveria ser feita apenas para ligar duas extremidades de acessos recíprocos. E agora o que dizer com a possível construção desnecessária de Centro de Eventos multiuso, que se transformará num grande elefante branco, para ser usado praticamente no período de verão (esta é a verdade), e que gerará grande despesa de manutenção ao município. Sem esquecer que será construído do outro lado da BR 101 e de difícil acesso. A cidade já está compactada, tem um trânsito muito congestionado. Imagine, com a construção dessa excrescência, como ficará, no verão, a mobilidade interna de Balneário Camboriú? Um caos que a insanidade do prefeito não quer saber.

O dinheiro do PAC do Turismo e do governo estadual (R$ 75 milhões) deveria ser empregado em utilidades mais necessárias. Balneário Camboriú não precisa de “turismo de negócios ou de pavilhão de eventos”. Balneário Camboriú deve se preocupar com o turismo profissional de exploração de suas belezas naturais, de seu comércio, de seus restaurantes, de seus hotéis. A cidade é procurada por suas praias, suas belezas naturais e não para negócios ou eventos. Só falta o prefeito pretender instalar aqui um parque fabril. No plano cultural, até agora o prefeito não teve competência para inaugurar o Teatro Municipal.

Em vez de gastar verba suntuosa com Centro de Eventos, o município deveria investir no Hospital Ruth Cardoso para transformá-lo em unidade de saúde de excelência visando a atender com dignidade e eficiência não só a sua população fixa, como também a população flutuante no período de verão, sem esquecer que aqui residem muitos aposentados de classe média alta, que contribuem demais em impostos com o município e têm que se deslocar para outros centros médicos para ter um atendimento de qualidade. Está em jornal: hoje, o tempo de espera para consulta de enfermagem no Programa Municipal de Diabetes é grande: sete pacientes estão na espera desde 2012. Média de atendimento nos últimos três meses: zero. Cirurgia de hérnia-quantidade de pacientes esperando: 144. Tempo de espera: todos estão na espera desde o primeiro trimestre deste ano. Lista de espera para ressonância magnética na rede municipal de saúde: 634 pacientes. Por outro lado, Nenhuma escola foi construída em quase cinco anos. Faltam mais de 500 vagas em creches. E vão querer gastar dinheiro em Centro de Eventos? O dinheiro público, ou seja, dos contribuintes nacionais, não pode servir para fazer a propaganda de gestão política de governadores e prefeitos. Parece até que os senhores políticos estão cegos e surdos ao não enxergarem e ouvirem as manifestações e as broncas no mês de junho, principalmente, da sociedade jovem, que foi às ruas protestar contra a falta de vergonha dos políticos e governos brasileiros, que não atendem às demandas sociais, dão despesas inúteis ao país e só vivem atolados em corrupção.

Governador, responda-me!


Política chinesa

ESTÁ AQUI UM EXEMPLO QUE DEVERIA SER APLICADO AOS MENSALEIROS. NO ENTANTO, O MINISTRO CELSO DE MELLO DEU SOBREVIDA A GENOINO, DELÚBIO, JOÃO PAULO CUNHA E JOSÉ DIRCEU. UMA VERGONHA! O EXEMPLO CHINÊS DEVERIA SER APLICADO NO BRASIL.

Sentença põe fim à promissora carreira política de Bo Xilai (Reprodução/Internet)

Bo Xilai é condenado à prisão perpétua por corrupção

Acusado de corrupção, ex-líder político chinês será privado de seus direitos políticos e terá bens confiscados pelo governo

O ex-integrante do Partido Comunista chinês Bo Xilai foi condenado à prisão perpétua por corrupção, abuso de poder e suborno neste domingo, 22. A sentença põe fim à promissora carreira política de Bo.

Ex-líder de partido da cidade de Chongqing, Bo viu suas ambições políticas ameaçadas após ser denunciado pelo seu ex-chefe de polícia, Wang Lijun, que acusava Bo de ter envolvimento no assassinato do inglês Neil Heywood. Amigo da família de Bo, Heywood foi assassinado por conta de uma desavença econômica. A mulher de Bo, Gu Kailai, foi acusada de envenenar Heywwod e sentenciada à prisão perpétua.

A acusação de assassinato foi seguida por uma série de denúncias envolvendo desvio de verba, aceitação de suborno e abuso de poder. As denúncias culminaram na expulsão de Bo do Partido Comunista, em setembro de 2012.

Além da sentença, o tribunal declarou Bo privado de seus direitos políticos pelo resto da vida. Os bens do ex-líder político, avaliados em 20,5 milhões de iuanes (cerca de US$ 3,3 milhões) serão confiscados pelo governo chinês.

Fontes: The Washington Post-China’s ousted official Bo Xilai convicted of corruption, sentenced to life in prison, Folha-Bo Xilai é condenado à prisão perpétua

sábado, 21 de setembro de 2013

Jurista aliado de Sarney cobrou Celso de Mello



Jurista aliado de José Sarney cobrou Celso de Mello por nomeação ao STF
‘JUIZ DE M…’
Em 1990, ministro do STF votou pela cassação da candidatura ao Senado de Sarney, que o nomeou; o jurista Saulo Ramos relatou em seu livro de memórias que, devido ao voto, xingou Mello, num telefonema, e nunca mais falou com ele
OSWALDO VIVIANI

O jurista Saulo Ramos, ex-ministro da Justiça do governo de José Sarney (1985 a 1990), responsável pela nomeação do ministro Celso de Mello para o Supremo Tribunal Federal (STF), cobrou de Mello a nomeação, em 1990, ao censurá-lo por não ter votado a favor de Sarney num processo que pretendia cassar a candidatura do maranhense ao Senado, por ele não possuir domicílio eleitoral no Amapá, estado pelo qual acabou podendo concorrer, sendo eleito.
A cobrança de Saulo Ramos é relatada em seu livro de memórias políticas – “Código da Vida” (Editora Planeta; 2007). No livro, Ramos – falecido em abril passado, aos 83 anos – mostra toda sua irritação com o voto de Celso de Mello contrário a Sarney.

“O que deu no garoto [Celso de Mello]? Não teve sequer a gentileza, ou habilidade, de dar-se por impedido. Votou contra o presidente que o nomeara”, diz Ramos, num trecho. Em outro, relata um telefonema que teria recebido do ministro, após a votação, em que Mello, hoje decano (mais velho) do STF, justifica seu voto pela cassação da candidatura de Sarney, dizendo que foi para contrariar o que havia publicado, na véspera da votação, o jornal Folha de S. Paulo – voto favorável de Mello a Sarney.

Mello teria dito ainda a Saulo Ramos que, quando chegou sua vez de votar, Sarney já estava vitorioso, não precisando mais do seu voto.

“Mas fique tranquilo. Se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do presidente”, teria garantido Celso de Mello a Ramos, segundo o diálogo descrito em “Código de Vida”.

Em seguida, conforme o livro, o ministro teria perguntado a Ramos se ele havia entendido a justificativa. “Entendi. Entendi que você é um juiz de merda!”, teria respondido o jurista.

Celso de Mello deve dar o “voto de Minerva”, na quarta-feira (18), sobre a aceitação ou não do recurso que garante um novo julgamento para 12 dos 25 condenados pelo chamado mensalão (pagamento de propinas a políticos para garantir apoio ao governo Lula). O julgamento do recurso está empatado em cinco votos.
Veja o trecho de “Codigo da Vida” que trata da cobrança de Saulo Ramos a Celso de Mello sobre sua votação contrária à candidatura de José Sarney a senador pelo Amapá.

“Terminado seu mandato na Presidência da República [1990], José Sarney resolveu candidatar-se a senador. O PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro – negou-lhe a legenda no Maranhão. Candidatou-se pelo Amapá. Houve impugnações fundadas em questão de domicílio, e o caso acabou no Supremo Tribunal Federal.
Naquele momento, não sei por que, a Suprema Corte estava em meio recesso, e o ministro Celso de Mello, meu ex-secretário na Consultoria Geral da República, me telefonou:

“O processo do presidente será distribuído amanhã. Em Brasília, somente estão por aqui dois ministros: o Marco Aurélio de Mello e eu. Tenho receio de que caia com ele, primo do presidente Collor. Não sei como vai considerar a questão”.
“O presidente tem muita fé em Deus. Tudo vai sair bem, mesmo porque a tese jurídica da defesa do Sarney está absolutamente correta.”

Celso de Mello concordou plenamente com a observação, acrescentando ser indiscutível a matéria de fato, isto é, a transferência do domicílio eleitoral no prazo da lei.

O advogado de Sarney era o dr. José Guilherme Vilela, ótimo profissional. Fez excelente trabalho e demonstrou a simplicidade da questão: Sarney havia transferido seu domicílio eleitoral no prazo da lei. Simples. O que há para discutir? É público e notório que ele é do Maranhão! Ora, também era público e notório que ele morava em Brasília, onde exercera o cargo de senador e, nos últimos cinco anos, o de presidente da República. Desde a faculdade de Direito, a gente aprende que não se pode confundir o domicílio civil com o domicílio eleitoral. E a Constituição de 88, ainda grande desconhecida (como até hoje), não estabelecia nenhum prazo para mudança de domicílio.
O sistema de sorteio do Supremo fez o processo cair com o ministro Marco Aurélio, que, no mesmo dia, concedeu medida liminar, mantendo a candidatura de Sarney pelo Amapá.

Veio o dia do julgamento do mérito pelo plenário. Sarney ganhou, mas o último a votar foi o ministro Celso de Mello, que votou pela cassação da candidatura do Sarney.

Deus do céu! O que deu no garoto? Estava preocupado com a distribuição do processo para a apreciação da liminar, afirmando que a concederia em favor da tese de Sarney, e, agora, no mérito, vota contra e fica vencido no plenário. O que aconteceu? Não teve sequer a gentileza, ou habilidade, de dar-se por impedido. Votou contra o presidente que o nomeara, depois de ter demonstrado grande preocupação com a hipótese de Marco Aurélio ser o relator.
Apressou-se ele próprio a me telefonar, explicando:
“Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto no caso do presidente”.
“Claro! O que deu em você?”
“É que a Folha de S. Paulo, na véspera da votação, noticiou a afirmação de que o presidente Sarney tinha os votos certos dos ministros que enumerou e citou meu nome como um deles. Quando chegou minha vez de votar, o presidente já estava vitorioso pelo número de votos a seu favor. Não precisava mais do meu. Votei contra para desmentir a Folha de S. Paulo. Mas fique tranquilo. Se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do presidente.”
Não acreditei no que estava ouvindo. Recusei-me a engolir e perguntei:
“Espere um pouco. Deixe-me ver se compreendi bem. Você votou contra o Sarney porque a Folha de S. Paulo noticiou que você votaria a favor?”
“Sim.”
“E se o Sarney já não houvesse ganhado, quando chegou sua vez de votar, você, nesse caso, votaria a favor dele?”
“Exatamente. O senhor entendeu?”
“Entendi. Entendi que você é um juiz de merda!”
Bati o telefone e nunca mais falei com ele.”
Fonte: Jornal Pequeno on line

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O STF se rendeu ao PT


O Chefe-mor da quadrilha, Luiz Inácio Lula da Silva, faltou nos bancos dos réus do STF para compor a escória petista que arquitetou o mais sofisticado esquema de corrupção política no País. Mas Marcos Valério ainda vai levar Lula para a cadeia.

De um claudicante STF, composto por alguns ministros petistas, não se poderia esperar uma vitória da ética e da moralidade, mandando logo para o xilindró velhacos como José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino e João Paulo Cunha.

Causa nojo ao país ver políticos petistas deslavadamente defender corruptos que usaram dinheiro público para corromper o Parlamento nacional. Enquanto isso, milhões de brasileiros descamisados não têm escolas, serviços médicos de qualidade, moram em lugares onde o esgoto ainda corre a céu aberto, porque o dinheiro da nação vai forrar o bolso, as cuecas e outras vergonhas de políticos mequetrefes safados. Mas o senador José Pimentel (PT-CE) e outros petralhas não enxergam nada de anormal e têm a cara de pau de vir defender o comportamento (suspeito) do STF, que, atendendo a chicanas jurídicas, não teve a coragem de imediatamente condenar à prisão canastrões políticos que enxovalharam o Congresso Nacional. Respeitam-se, entretanto, os ministros – Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Carmen Lúcia, Gilmar Mendes e Celso de Mello -, que tiveram firmeza de sustentar a condenação até o fim.

O PT ao elogiar a atitude do ministro Celso de Mello, que prestou na data de hoje (18) um desserviço à Justiça brasileira, se esquece de que o decano do STF chamou os mensaleiros de “sociedade de delinquentes”. Ora, se é uma sociedade de delinquentes, caberia a ele não dar sobrevida a nenhum delinquente, já que estava em jogo o julgamento de crimes praticados por uma sofisticada quadrilha que usou de todos os artifícios possíveis para enganar a nação.

Celso de Mello disse que nunca, em 44 anos de atuação na área jurídica, viu tão caracterizada uma quadrilha quanto neste caso. Comparou a quadrilha do mensalão às quadrilhas que atuam no Rio e ao PCC paulista. “Conspiradores à sombra do Estado, quebrando a tranquilidade da ordem e segurança”. O decano disse que via nesse processo “homens que desconhecem a República, que vilipendiaram o estado democrático de direito e desonraram o espírito republicano. Mais do que práticas criminosas, identifico no comportamento desses réus, notadamente, grave atentado à ordem democrática”.

Mas lamentavelmente o decano preferiu se utilizar da tecnilidade para coroar a impunidade de uma quadrilha, a qual, segundo afirmação do ex-presidente do tribunal Ayres Britto, tinha como objetivo utilizar recursos públicos para subornar parlamentares para “garantir a perpetuação do projeto de poder do partido”. O país não tem jeito. Corrompe-se até o Judiciário, com a indicação de ministros petistas para advogar em defesa dos réus. O falecido senador amazonense Jefferson Peres chamou a atenção do país sobre o perigo da mexicanização brasileira pelo PT, e ele tinha razão.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Lucidez nos embargos infringentes do mensalão


Esperamos que a Justiça tenha sensatez para condenar aqueles que dilapidam o Erário, corrompem a nação e prejudicam a sociedade mais carente. Não acredito na ressureição de criminosos. Novo julgamento pode prescrever crimes de quadrilha. Assim como a urna não absolve delinquente, esperamos que o STF não dê sobrevida aos delinquentes do mensalão.

Por outro lado, a tecnicidade jurídica não pode ser igual a uma máquina que é programada para não ter alma e sim para executar o serviço que lhe foi determinado. A tecnicidade jurídica não pode ficar a serviço dos grandes escritórios advocatícios que são bem pagos para defender os dilapidadores da nação. A tecnicidade jurídica não pode proteger os gangsteres que conspurcam a imagem da sociedade. A tecnicidade jurídica não pode abstrair os fatos concretos dos crimes do mensalão, praticados e reconhecidos pela Suprema Corte, a pretexto de discutível ficção jurídica dos embargos infringentes em ações penais originárias no STF, quando está em jogo o julgamento de crimes praticados por uma sofisticada quadrilha que usou de todos os artifícios possíveis para enganar a nação.

Delinquentes de colarinhos brancos não podem continuar impunes, desfalcando o Erário e inviabilizando o combate à pobreza de milhões de brasileiros, incentivando a corrupção política e servindo de maus exemplos aos nossos jovens, bem como ser tratados com a leniência de nossos tribunais.