quarta-feira, 22 de abril de 2026

Jornada de trabalho 6 x 1: preservar emprego e fortalecer o país

 

Um empresário chinês comentou sobre o Brasil: “O chinês quer trabalhar, enquanto o brasileiro quer direitos.” A afirmação, ainda que simplista, evidencia uma diferença cultural relevante. Na China, há uma tradição de jornadas longas e foco intenso na produtividade. No Brasil, por outro lado, a história é marcada por lutas sindicais e conquistas trabalhistas. Isso não significa, porém, que o empregador deva ser tratado como vilão na relação entre emprego e trabalho em pleno século XXI.
Essa visão ganha relevância diante da proposta governamental de alterar a jornada para a escala 5x2. Caso seja aprovada, o cenário pode se agravar: o desemprego tende a aumentar em um mercado já caótico, ou os empresários terão de reajustar preços para compensar o dia não trabalhado. Outra possibilidade é o governo, em busca de ganhos eleitorais, criar um fundo com dinheiro dos contribuintes para cobrir prejuízos das empresas. 
As relações trabalhistas deveriam ser firmadas diretamente entre empregadores e empregados, sem a interferência de sindicatos ou do Estado. Se ambos aceitam um contrato, é porque está bom para todos os lados. Assim, quem deve definir jornada e horários são as partes interessadas, e não o governo. 
O país precisa de mais gente produzindo riquezas para sustentar suas necessidades. Por isso, a escala 6x1 não deveria ser alterada: o caminho para o crescimento está na liberdade de negociação e na valorização do trabalho. 
A proposta de redução da jornada para a escala 5x2, feita pelo governo, exemplifica a máxima popular de que é fácil conceder benefícios utilizando recursos que não lhe pertencem. Pretender agradar trabalhadores em período eleitoral não é decente, não é republicano. 

O que fortalece as relações familiares, preserva a saúde física e mental e eleva a produtividade é a segurança do trabalhador em saber que está empregado e contribuindo para o sustento de sua família. O trabalho dignifica o indivíduo e o integra ao meio social. Já o desemprego é um verdadeiro flagelo, agravado pela imposição da jornada 5 x 2.
Os parlamentares que defendem a mudança de jornada estão, na verdade, preocupados com suas reeleições, pretendendo agradar trabalhadores, e acabam cometendo injustiças contra os empregadores que sustentam este país. Vivem das benesses públicas, custeadas pelos contribuintes, trabalham pouco e descansam mais do que produzem. Agora, tentam transferir para a iniciativa privada os males e ineficiências do próprio Congresso Nacional. A maioria da população não é a favor da jornada 5 x 2.

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