segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Advogado e o Dinheiro do Crime: Um Debate Necessário
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Política no Brasil: o grande negócio sem concurso e habilitação
No Brasil, virar político é quase tão fácil quanto virar coach. Não exige diploma, experiência ou preparo - só cara de pau. Basta acordar e pensar: “Que tal ser vereador? Ou melhor, presidente? Parece divertido, o salário é bom, o título é pomposo e ainda chamam de excelência.” É a profissão dos que não passaram em concurso, não tiveram coragem de abrir um negócio ou simplesmente cansaram de ser inúteis sem título.
Nesse cenário, surge a família Bolsonaro, especialista em usufruir das benesses públicas e lutar com unhas e dentes para se manter no poder, sem apresentar propostas relevantes à nação. O chefe do clã, Jair Bolsonaro, condenado e impedido de concorrer; Flávio Bolsonaro, enroscado com Daniel Vorcaro e sonhando com a presidência; Carlos Bolsonaro, que abandonou o mandato de vereador no Rio para tentar o Senado em Santa Catarina; Renan Bolsonaro, uma coisa eleita vereador em Balneário Camboriú e já candidato para deputado federal; e Michelle Bolsonaro, sem preparo algum, candidata ao Senado por Brasília. O espetáculo político brasileiro se transforma em um verdadeiro circo mambembe, iluminado por mediocridades.
Grande parte dos políticos não está na vida pública por idealismo, mas por conveniências. Há empresários que buscam resolver problemas particulares, aposentados e profissionais de diversas áreas que veem na política um bom cabide de emprego e a oportunidade de viver das benesses públicas. E há também os que não largam o osso por acreditarem ser indispensáveis. Esquecem que o cemitério está cheio de ex-políticos cuja ausência jamais foi sentida.
Se fosse possível, substituiríamos todos por inteligência artificial e sobraria muito dinheiro para investimentos sociais. Ao menos, a IA não pediria reembolso de gasolina, não faria rachadinha, não pediria verba a banco para financiar filmes de familiares, nem confundiria a Constituição com receita de pão de queijo.
Enquanto isso, a solução mais plausível seria criar um curso obrigatório de um ano para políticos: economia, ética (a disciplina mais difícil) e Constituição. E para presidenciáveis, inglês básico (sem direito a popcorn), boas maneiras e diplomacia. Porque política não é fantasia de escola de samba.
terça-feira, 25 de agosto de 2026
Santa Catarina não é trampolim eleitoral
O eleitor catarinense precisa desenvolver um olhar crítico e responsável. Não se deve entregar o destino do Estado a candidatos sem vínculo real com Santa Catarina — seja por origem, trajetória profissional, atividade econômica ou residência consolidada. É preciso desconfiar dos chamados “candidatos aventureiros”, que transferem o título de eleitor apenas para disputar eleições, sem qualquer compromisso histórico ou social com o povo catarinense.
Muitos jovens, em especial, desconhecem a trajetória de figuras que desembarcam em Santa Catarina com o único objetivo de conquistar um mandato. Acabam seduzidos por narrativas polarizadas, de esquerda ou de direita, e votam sem consciência crítica. O fenômeno da direita bolsonarista no Estado é exemplo disso: candidatos que se elegeram apenas surfando na imagem de Jair Bolsonaro, sem propostas consistentes ou serviços relevantes prestados à sociedade catarinense. Casos como o do senador Jorge Seif ou de Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro e candidato ao Senado, ilustram bem essa lógica de oportunismo político. O mesmo vale para Renan Bolsonaro, eleito vereador em Balneário Camboriú à sombra do pai, sem preparo ou atuação efetiva, e que agora, surpreendentemente, é candidato à Câmara Federal.
É preciso lembrar aos eleitores que pesquisas eleitorais podem ser manipuladas e que existem alternativas além da polarização. O voto é um direito, e também é um direito constitucional anulá-lo caso não haja candidatos confiáveis. Votar apenas “contra” alguém, sem avaliar propostas, é alimentar uma polarização estéril e irresponsável. Democracias maduras praticam o voto facultativo, e talvez fosse hora de o Brasil discutir esse modelo.
A trajetória política nacional mostra avanços e retrocessos: Collor simbolizou a transição democrática; FHC trouxe estabilidade econômica; Lula ampliou a inclusão social; Dilma enfrentou crises; Temer priorizou reformas; Bolsonaro, por sua vez, deixou marcas negativas em saúde, educação, segurança e políticas sociais, sendo amplamente criticado pela gestão da pandemia, pelo atraso na compra de vacinas, pela flexibilização de armas que aumentou a violência armada e pelo baixo desempenho econômico. O eleitor catarinense precisa aprender com essa história e não repetir erros.
Embora Lula não seja exemplo de sobriedade política, a família Bolsonaro representa ainda mais claramente o uso da política como negócio familiar, esquecendo que ela existe para servir à sociedade e não para servir-se dela. Se, conforme alegam seus adversários, Lula deveria estar preso por envolvimento na Lava Jato, o fato é que seu processo foi anulado pela Suprema Corte — decisão que deve ser respeitada. Da mesma forma, é necessário acatar a determinação do STF que condenou e ordenou a prisão de conspiradores contra a ordem democrática, incluindo Jair Bolsonaro.
E quando se fala em credenciais, é inevitável questionar: que preparo tem Flávio Bolsonaro, cognominado “o Rachadinha”, para disputar a presidência da República? Na educação, saúde, segurança pública, emprego, habitação ou saneamento básico, sua trajetória não apresenta projetos relevantes aprovados no Legislativo. Trata-se de um candidato sem propostas, sem brilho próprio, um “candidato espelho” que apenas reflete a imagem do pai. Além disso, carrega o peso das denúncias de rachadinhas na Alerj, suspeitas de lavagem de dinheiro em sua loja de chocolates no Rio de Janeiro (já repassada) e de seu envolvimento com Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Por isso, é fundamental que o eleitor catarinense valorize candidatos com raízes no Estado, que tenham domicílio consolidado há pelo menos cinco anos e que demonstrem compromisso real com Santa Catarina, independentemente do partido. O futuro do Estado não pode ser decidido por oportunistas que veem aqui apenas um trampolim eleitoral.
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Pitbulls e Rottweilers: até quando o Legislativo federal vai ignorar os ataques
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Os políticos só lembram do povo nas eleições
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Os imorais privilégios vitalícios custeados pela sociedade
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
A Urgência da renovação política
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Suplentes de Senadores: "paraquedistas" sem mandatos
- Bia Kicis (PL-DF) – Suplente: Samuel Kicis (filho)
- Chico Rodrigues (PSB-RR) – Suplente: Pedro Arthur (filho)
- Del. André David (Republicanos-SE) – Suplente: Rebeka Maia (esposa)
- Domingos Sávio (PL-MG) – Suplente: Pablo Gontijo (filho)
- Eduardo Braga (MDB-AM) – Suplente: Sandra Braga (esposa)
- Eduardo Velloso (Solidariedade-AC) – Suplente: Rejane Velloso (esposa)
- Gladson Cameli (PP-AC) – Suplente: Beatriz Cameli (tia)
- Helder Barbalho (MDB-PA) – Suplente: Jader Barbalho (pai)
- Marcelo Castro (MDB-PI) – Suplente: Dário Castro (filho)
- Michelle Bolsonaro (PL-DF) – Suplente: Diego Torres (irmão)
- Pastor Isamar (União-RR) – Suplente: Isamar Junior (filho)
- Styvenson Valentim (Podemos-RN) – Suplente: Kelly Valentim (irmã)
- Teresa Surita (MDB-RR) – Suplente: Luciana Surita (filha)
- Tiago Junqueira (PL-PI) – Suplente: Jhamy Junqueira (esposa)
domingo, 2 de agosto de 2026
A nossa política é mais suja que pau de galinheiro
sábado, 1 de agosto de 2026
A misoginia - ódio ou aversão às mulheres - deve ser tratada como agravante nos crimes contra a honra
quarta-feira, 29 de julho de 2026
Reeleição: o eleitor deveria votar apenas em candidatos novos
Nas próximas eleições, muitos políticos buscarão renovar seus mandatos ou disputar novos cargos. Mas será que esse interesse existiria se o exercício da política não fosse tão bem remunerado?
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Bolsa adicional: política eleitoreira disfarçada de incentivo educacional
segunda-feira, 20 de julho de 2026
As primeiras-damas deixam os bastidores e passam a disputar espaço no poder
Congresso Nacional: o circo dos horrores
Vende-se Peugeot 207 HB XR 1.4 Flex - 2011 - Único dono - Apenas 6.800 km - Estado impecável
- Ano/Modelo: 2011
- Motor: 1.4 Flex – econômico e ágil
- Cor: Prata clássica e elegante
- Quilometragem: só 6.800 km originais
- Histórico: único dono, sempre bem cuidado
- Ar condicionado
- Radio
- Condição: impecável, pronto para rodar
quarta-feira, 15 de julho de 2026
Polarização política: mito ou realidade?
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Damares Alves: uma senadora cabeça dura
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) declarou que segue apoiando a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República e rebateu críticas de apoiadores da direita que a acusam de abandonar o projeto político. Em discurso no Senado, também criticou os ataques entre integrantes do campo conservador. Ao encerrar, afirmou que não pretende responder às críticas nas redes sociais: “Os aloprados da internet eu não devo satisfação. Eu devo satisfação aos meus eleitores do Distrito Federal, à minha família, ao meu Deus e à minha igreja.”
Essa postura revela um equívoco grave. A senadora parece esquecer que ocupa um cargo nacional e não apenas distrital. Como representante da República, deve satisfação a todos os brasileiros, não apenas ao seu círculo eleitoral, familiar ou religioso. O Brasil é um Estado laico: portanto, não cabe à senadora subordinar sua atuação política à sua igreja ou ao seu Deus, mas sim ao povo e às instituições democráticas.
Ao desdenhar das críticas, Damares incorre em contradição. Chamar de “aloprados” os que a questionam é, na verdade, uma manifestação aloprada. Persistir no apoio a Flávio Bolsonaro — um candidato sem propostas, dependente da sombra do pai e incapaz de se afirmar por mérito próprio — é insistir em um projeto político natimorto. A senadora, ao se colocar como defensora desse espelho político, reforça a fragilidade de uma candidatura que não se sustenta por si mesma.